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terça-feira, 2 de abril de 2013

"Campanha na rua"


Por mais que a maioria dos aspirantes ao posto tente negar o óbvio, o fato é que a corrida presidencial ganhou claramente as ruas, numa antecipação previsível que mais se assemelha a gincanas repletas de provas. Em São Paulo, o PSDB tenta resgatar correligionários distantes. O governador Alckmin, por exemplo, deu finalmente o seu sim – confrontado com a argumentação sempre providencial e eficaz do ex-presidente Fernando Henrique – às pretensões de Aécio Neves, para que ele assuma a direção do partido na convenção prevista para maio. É um apoio fundamental e que praticamente sela a escolha de Aécio ao cargo. Já o governista PT foi ao Nordeste em caravana cobrar fidelidade de aliados que ameaçam mudar de lado – como parece ser o caso do governador pernambucano, Eduardo Campos. A presidenta Dilma, amparada nos números de popularidade (hoje já superiores aos do mentor Lula), mergulhou numa ofensiva midiática e política. Anuncia, semana sim outra também, pacotes de bondades, enquanto segue no corpo a corpo em vários Estados da federação. Foi surpreendente vê-la, fora de sua postura habitual, emparedar o parceiro Campos no evento público de Serra Talhada, na segunda-feira 25, lembrando-lhe que “nenhuma força política sozinha é capaz de dirigir um país com essa complexidade”. Dilma, no figurino de candidata, o alvejou com um direto de esquerda: “Precisamos de parceiros que sejam comprometidos.” 
O opositor Aécio Neves sabe que, para hastear a bandeira de liderança nacional da legião tucana, é vital o controle da presidência do PSDB. E vai em busca do objetivo com vontade. Sua estratégia tem se mostrado eficaz e bem calculada. Começou discretamente um périplo às bases eleitorais do partido, reúne-se sistematicamente com os caciques para traçar cada passo e, em breve, inicia contatos com forças políticas nacionais e internacionais de várias correntes para expor propostas. O maior argumento que leva é o de arejar a cena política e dar um choque de modernização no Brasil. Sustenta que dez anos de poder do PT criaram cacoetes administrativos – que levaram a seguidos escândalos de desvios – e acomodação no campo das ações, comprometendo o desenvolvimento. A adversária Dilma, por sua vez, vai apresentar um amplo leque de realizações e números macroeconômicos que, a seguir no atual ritmo, mostram o País no trilho. E a disputa está apenas começando.
Fotos: Pedro Ladeira/Frame; Hans von Manteuffel

Carlos José Marques, diretor editorial da Revista Isto é

terça-feira, 26 de março de 2013

Dilma: queremos transformar a defesa do consumidor em política de Estado


Ao comentar o lançamento do Plano Nacional de Consumo e Cidadania, a presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que o governo pretende transformar a defesa do consumidor brasileiro em uma política de Estado. Lançado no último dia 15, o pacote estabelece medidas para garantir a melhoria da qualidade dos serviços e dos produtos ofertados ao consumidor.

"Estamos tomando medidas para fortalecer os órgãos de fiscalização, melhorar o atendimento feito pelas empresas e garantir a qualidade dos produtos e dos serviços que são oferecidos. Queremos também, com essas medidas, aumentar a transparência dos contratos e das contas e garantir que as empresas deem respostas mais rápidas para os problemas que surgirem."

Durante o programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que uma das ações previstas no plano é a criação de uma lista de produtos considerados essenciais e que, se apresentarem defeito, deverão ter o problema resolvido na hora. Uma alternativa às empresas será devolver o dinheiro referente ao produto, sem que o consumidor precise procurar o Procon ou a Justiça.

"Já aqueles produtos que não são essenciais, nós vamos construir uma política de estímulos à criação de assistência técnica no país, o que é muito importante para o consumidor, mas que também garante emprego e renda para muitas pessoas que participarem da atividade de assistência técnica."

Dilma ressaltou que o governo também pretende criar regras em relação a compras feitas pela internet, o chamado comércio eletrônico. A ideia, segundo ela, é dar mais transparência e definir normas para o que chamou de direito de arrependimento do consumidor em relação à compra (quando o produto não corresponde às expectativas).

"Muitas vezes, o consumidor compra um produto e, quando recebe esse produto em casa, descobre que não é exatamente o que ele esperava. Ninguém gosta de comprar gato por lebre, você não acha? Então, nós queremos deixar tudo muito claro, porque o comércio eletrônico está crescendo muito."

Por fim, a presidente destacou que o plano deve fortalecer os Procons em todo o País. A expectativa do governo é reduzir o número de processos que vão parar na Justiça, acelerar as soluções para problemas relacionados à compra e venda e estimular acordos diretos feitos entre consumidor e empresa.

"Estamos trabalhando para que os brasileiros e as brasileiras tenham cada vez mais acesso ao consumo de produtos e serviços, mas é nossa obrigação garantir que esses serviços sejam de qualidade e que a população receba atendimento respeitoso", destacou.

Fonte: Revista Isto é

sábado, 23 de março de 2013

Perfil fake de Dilma faz sucesso na internet


Conhecida de longa data dos usuários das redes sociais, “#EtaPresidentaMaravilhosa” adquire agora uma faceta acadêmica: o perfil fake da presidente da República, Dilma Bolada, virou objeto de uma monografia em Comunicação Social na UnB (Universidade de Brasília).


Formanda em Publicidade e Propaganda, Tássia Rodrigues Gadelha resolveu utilizar a metodologia científica da academia para investigar melhor o fenômeno que já acumulou 240 mil seguidores no Facebook e diversos prêmios distribuídos aos melhores perfis da internet. Nas 118 páginas do trabalho de conclusão de curso, a estudante faz uma análise sociocultural do perfil e das relações entre identidade e mídias sociais. 

São quatro os capítulos do trabalho. Primeiro, Tássia apresenta a personagem como um player humorístico da internet. Ou seja, a paródia se materializa quando, ao longo das postagens, Dilma Bolada reforças marcas atribuídas a Dilma Rousseff pela própria sociedade: força e austeridade são algumas das mencionadas no trabalho. Em seguida, a estudante forma uma base teórica para mapear a internet como um espaço de trocas e construções simbólicas — justamente o cenário em que se insere a personagem. No terceiro capítulo, a campanha presidencial de 2010 é retomada para buscar uma compreensão melhor do papel das mídias sociais no processo político. Por fim, Tássia traz, em tabelas, as principais hastags e frases usadas no perfil, e qual a intenção.

No arcabouço teórico, Dilma Bolada vira ponto de partida para a aplicação de conceitos do campo da comunicação, como interacionismo simbólico e CMC (Comunicação Mediada por Computador), por exemplo. Entre os autores utilizados, estão importantes pensadores que estudam aspectos culturais e a tensão entre modernidade e pós-modernidade. O antropólogo Stuart Hall, além de Lúcia Santaella, Pierre Lévy e André Lemos.



Nas considerações finais, a estudante defende que, em alguns momentos, o perfil fake acaba, a despeito da intenção humorística, tornando-se de fato a representação da presidente Rousseff nas mídias sociais. Muitos internautas, inclusive, fazem confusão e acreditam estar se comunicando com a presidente em pessoa — seja por consequência da falta de um ensino digital de qualidade ou da ausência de um canal oficial do Palácio do Planalto no Facebook.

Para a estudante, o episódio do incêndio em Santa Maria serve para demonstrar o caráter relevante que a página adquiriu nas redes sociais. No dia da tragédia, 27 de janeiro, o administrador do perfil optou por deixar o humor em segundo plano e não fazer nenhuma brincadeira na internet — ao contrário de outras páginas de humor da web. O criador da página, Jeferson Monteiro, preferiu reproduzir na íntegra o comunicado oficial emitido pela presidente Dilma Rousseff. O resultado foi viral: a publicação foi "curtida" por mais de 16 mil pessoas e teve 6 mil compartilhamentos. Entre as centenas de comentários, muitos seguidores elogiaram a postura sóbria do humorista: "mais um sinal de sua inteligência, meu caro. Soube fazer jus a um momento de tristeza nacional", disse um deles.

"Neste momento, em que Dilma Bolada toma para si as palavras de Dilma Rousseff, ela se torna, de fato, a representação da Presidente da República nas mídias sociais", conclui Tássia.

Fonte: Revista Samuel, via UOL

quarta-feira, 20 de março de 2013

Aprovação do Governo Dilma

A aprovação do governo Dilma Rousseff chegou a 63%, o melhor resultado desde 2011, revela a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira. 

O índice está um ponto percentual acima da última pesquisa, de dezembro do ano passado, quando 62% dos entrevistados consideraram o governo ótimo ou bom. É a primeira pesquisa de avaliação do governo e avaliação pessoal de Dilma em 2013, ano considerado "decisivo", segundo interlocutores, para a campanha rumo à reeleição. Além dos 63% que consideram o governo ótimo ou bom, 29% dos entrevistados avaliaram a gestão de Dilma como regular e 7%, ruim ou péssima. O trimestre analisado foi marcado por anúncios populares da presidente, como a entrada em vigor da redução do custo da energia elétrica e também o anúncio da desoneração dos impostos federais sobre os itens da cesta básica. 

A pesquisa CNI/Ibope entrevistou 2.002 eleitores de 143 municípios. As entrevistas foram feitas entre 08 e 11 de março e a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Aprovação pessoal A aprovação do modo de governar da presidente Dilma bateu novo recorde e chegou a 79%, contra 78% da pesquisa de dezembro. Apenas 17% dos entrevistados não aprovam a maneira como a presidente governa. 

Quando questionados se confiam ou não na presidente, 75% dos entrevistados responderam afirmativamente, contra 22% que não confiam em Dilma Rousseff. Os outros 3% não souberam ou não responderam à questão. 

Otimismo mantém trajetória de crescimento

A expectativa dos eleitores ouvidos pela pesquisa CNI/Ibope em relação ao restante do mandato de Dilma Rousseff vem seguindo um ritmo de otimismo, mas não chega ao índice do início do governo. Dos 2.002 entrevistados, 65% responderam que espera um resto de governo ótimo ou bom. Em março de 2011, logo após o primeiro trimestre de governo, esse otimismo era de 68%. Desde dezembro de 2011, quando o otimismo era de 58%, o percentual vem aumentando a cada pesquisa. Na última, de dezembro, 62% havia respondido que tinha expectativa ótima ou boa com o futuro do governo.



Comentário

Não sou Petista, mas não sou radical. Avalio como positivo o governo da presidente Dilma. Ela vai se rebolando para manter o país nos trilhos, apesar de alguns vagões já terem descarrilado.

Avalio também que as medidas populistas do seu governo contribuem para essa popularidade. Mas, se analisarmos, o governo passa por um período de lenções curtos, ou seja, quando cobre a cabeça, descobre os pés e vice-versa.

Vejamos: o caso do corte nas contas de luz só foi possível graças ao aumento dos combustíveis. E Guida Mantega, não precisa ser especialista para afirmar, não passa confiança na economia.

Fonte: Revista Isto é 

Você conhece o seu pior inimigo?

Não importa onde você esteja ou o que está fazendo, seu pior inimigo está sempre com você - seu ego. "Não é o meu caso", você p...