terça-feira, 14 de julho de 2015

Mercado já projeta inflação de 9,12% para o fim deste ano

A projeção do mercado financeiro para a inflação, este ano, não para de subir. A estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu pela 13ª vez seguida e, desta vez, a projeção passou de 9,04% para 9,12%. Para 2016, no entanto, a estimativa teve duas leves reduções seguidas. A expectativa é que no final do próximo ano o IPCA fique em 5,44%, contra 5,45% previstos na semana passada, segundo informações do Boletim Focus, divulgado, ontem, pelo Banco Central (BC).
As estimativas para a inflação estão distantes do centro da meta que é 4,5%. Neste ano, a expectativa é de estouro até do teto da meta, 6,5%. O próprio BC projeta inflação em 9%. Para tentar frear a alta dos preços, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC tem elevado a taxa básica de juros, a Selic, que já foi elevada por seis vezes seguidas e o BC tem sinalizado que o ciclo de alta continua. A próxima reunião do comitê está marcada para os dias 28 e 29 deste mês. Atualmente, a taxa básica está em 13,75% ao ano e as instituições financeiras esperam que a taxa chegue a 14,5% no fim deste ano. Já no final de 2016, a Selic deve ficar em 12,25% ao ano. 
Recessão
Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de recessão, com queda na produção e no consumo. A expectativa das instituições financeiras para a retração da economia, este ano, permaneceu em 1,50%. Para o próximo ano, a projeção é de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), mas de apenas 0,5%. Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve ter uma queda de 5%, contra 4,72% previstos na semana passada. Em 2016, a projeção de crescimento passou de 1,35% para 1,40%.
A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna), que subiu de 7,42% para 7,51%, este ano. Para o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), a estimativa passou de 7,32% para 7,42%, em 2015.
Fonte: O Estado

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Proibição do celular durante o trabalho

Resultado de imagem para celular e trabalhoEm maio deste ano entrou em vigor uma Convenção Coletiva de Trabalho, firmada por sindicatos dos trabalhadores e das empresas da construção civil do Distrito Federal, que traz uma regra polêmica e inovadora: o trabalhador da construção civil está expressamente proibido de utilizar o telefone celular, smartphone, tablet e dispositivos similares, durante o horário de trabalho realizado em obra, sob pena de advertências e até dispensa por justa causa. O texto da Convenção Coletiva deixa claro que essa regra da proibição do celular no ambiente de trabalho se aplica por uma questão de saúde e segurança do trabalhador, considerando a atividade exercida pela categoria. Essas regras só se aplicam no Distrito Federal, em razão da abrangência daquele instrumento normativo.
Por coincidência o Tribunal Superior do Trabalho julgou, recentemente, um interessante caso sobre essa temática do uso do celular no trabalho como questão de saúde e segurança do trabalhador. Naquele caso, durante a jornada de trabalho, uma empregada teve a sua mão prensada em uma máquina de produção de plásticos e perdeu 35% de sua capacidade funcional e laboral, além de ter sofrido sequelas anatômicas, funcionais e estéticas em decorrência desse acidente de trabalho. Entretanto, nos autos restou provado que o acidente só aconteceu porque a empregada tentou pegar seu celular em cima da prensa. Ao final, os ministros concluíram que a empresa não deveria ser responsabilizada pelo acidente, uma vez que provou que adotava medidas necessárias à prevenção de acidentes, entre elas a proibição do uso de celular em serviço. Assim, como a trabalhadora desobedeceu a regra da empresa e foi trabalhar levando seu aparelho celular, assumiu o risco do acidente e graças a essa atitude imprudente, foi declarada sua culpa exclusiva para que o acidente ocorresse e ela foi perdedora da ação.
O uso do celular durante o trabalho é um tema que a cada dia ganha mais relevância, uma vez que o acesso a essas novas tecnologias já alcançou quase todas as camadas sociais do país, na prática muitos de nós estamos um pouco dependentes desses meios telemáticos e temos dificuldades em deixar de utilizar esses aparelhos porque, em alguns casos, eles são úteis até para o trabalho. Contudo, é necessária uma reflexão, tanto do empregado quanto do empregador, porque já existem casos que comprovam que o uso do celular durante o trabalho podem trazer diversos problemas, como acidente de trabalho, vazamento de documentos confidenciais, perda de produtividade, entre outros.
O empregador tem o direito de proibir o uso do celular durante a jornada de trabalho ou regulamentar a forma como os empregados devem utilizar o celular durante o horário de trabalho, sendo aconselhável que documente todas essas regras, até para que tenha mais tranquilidade para aplicar penas aos trabalhadores que não cumprirem as normas da empresa.
As regras precisam ser implantadas, seja através de mudança no contrato de trabalho, ou no regimento interno da empresa, ou até mesmo via Convenção Coletiva. Tudo isso vai depender da área de trabalho, pois é certo que para cada segmento deve ser implementada uma regra que atenda aquele contexto. Na atual conjuntura, não podemos desprezar a reflexão sobre esse tema!
Thiago Jácomo – Advogado e Jornalista. Mestre em Comunicação e Jornalismo e Pós-Graduado em Direito da Comunicação Social, ambos pela Universidade de Coimbra (Portugal). Pós-graduando em Direito do Trabalho, pelo IPOG. Sócio do Escritório Fátima Jácomo Sociedade de Advogados.
Advogado e Jornalista
Thiago JácomoAdvogado e Jornalista. Mestre em Comunicação e Jornalismo e Pós-Graduado em Direito da Comunicação Social, ambos pela Universidade de Coimbra (Portugal). Sócio do Escritório Fátima Jácomo Sociedade de Advogados, membro do Conselho Deliberativo do IGT (Instituto Goiano de Direito do Trabalho).


 Fonte: JusBrasil

Votorantim construirá nova fábrica em Sobral

A Votorantim Cimentos tem um ambicioso projeto de expansão para os próximos três anos, com investimentos totais da ordem de R$ 5 bilhões, no Brasil e em outros países. E o Ceará está sendo um dos principais beneficiados em território nacional, pois no seu planejamento estratégico está prevista a construção de uma nova fábrica em Sobral. Esta unidade fabril terá capacidade de produção de dois milhões de toneladas de cimento – a granel e ensacado por ano ­, contando com um investimento superior a R$ 700 milhões, com o objetivo de abastecer o mercado regional.
A nova fábrica deverá gerar cerca de 1.200 postos de trabalho durante a fase de construção, além de 800 empregos, diretos e indiretos, quando entrar em operação. De acordo com o projeto do grupo, esta unidade será referência na indústria, empregando a melhor tecnologia de produção, segurança do trabalho e respeito ao meio ambiente. Para tanto, serão firmadas parcerias com escolas profissionalizantes a fim de garantir a viabilização dos programas Futuro em Nossas Mãos (que qualifica jovens para o mercado de trabalho da construção civil) e Evoluir (curso que oferece a qualificação para operação das fábricas). Serão excelentes oportunidades para os moradores de Sobral e municípios vizinhos da região Norte do Ceará.
A construção desta planta fabril é parte importante para dar continuidade aos investimentos com perspectiva de longo prazo, previstos para acontecer entre 2016 e 2018. Neste período, segundo informações do Grupo Votorantim, deverão ser construídas cinco fábricas no Brasil, além de unidades na Turquia, Estados Unidos e Bolívia. No Brasil, a prioridade é ampliar a produção nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, pelo elevado potencial de crescimento nos segmentos de moradia e infraestrutura, especialmente nos estados do Ceará, Piauí, Maranhão e Tocantins. 
Já existente
Com capacidade de produção de 1,5 milhão de tonelada de cimento a granel e ensacado por ano, a unidade da Votorantim Cimentos em Sobral (distante 230 quilômetros de Fortaleza) é uma das mais importantes da empresa em todo o Nordeste. Isso porque, naquela planta industrial, são gerados 482 empregos diretos e indiretos. Além disso, existe a geração de um volume significativo de impostos, que acabam se revertendo em capacidade de investimento para o município realizar outras obras que vão possibilitar a promoção do bem-estar da população sobralense.
Com duas fábricas no Ceará, a Votorantim Cimentos reforça o posicionamento no Estado e na Região Nordeste. A outra fábrica está localizada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Essa estratégia permite atender ao mercado de forma otimizada. Com isso, a fábrica de Sobral, que atendia à Região Metropolitana, pôde redirecionar seus negócios para o interior cearense e os estados do Maranhão e Piauí.
Além disso, enquanto a planta industrial de Sobral se destina ao mercado de vendas de cimento ensacado ao consumidor final, a localizado no CIPP tem como principais clientes as concreteiras do entorno e o mercado de argamassas do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia. Ou seja, a fábrica da RMF acaba gerando, também, boas oportunidades para quem mora a milhares de quilômetros de distância, em outros estados da Região Nordeste.
Responsabilidade
A fábrica de Sobral se destaca pelo processo produtivo de última geração, utilizando o coprocessamento, que reduz a emissão de gases associados ao efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2). A alta tecnologia ali empregada permite, ainda, a destinação ambientalmente adequada para uma lista ampla de resíduos, como os sólidos urbanos e pneus, entre outros. Esses materiais são utilizados para substituir, parcialmente, o combustível utilizado nos fornos de cimento, evitando que os pneumáticos usados sejam descartados no meio ambiente, gerando sua poluição e, o que é mais grave, possam vir a tornarem-se criadouros do mosquito transmissora da dengue e outras doenças, o aedes-aegypti.
A unidade já existente em Sobral também possui uma sólida parceria com as comunidades próximas, por meio de programais de responsabilidade social como o VIA, o Conselho Comunitário e o Projeto Vida nas Teias da Cultura. A empresa tem forte atuação na economia local, ao estimular a qualificação de negócios na região e a incorporação desses parceiros à cadeia produtiva da Votorantim Cimentos, através do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores. Este, conta com o apoio da Prefeitura de Sobral, Câmara de Dirigentes Lojistas de Sobral, Associação Comercial e Industrial de Sobral e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Entre as empresas locais agregadas à cadeia de negócios da Votorantim Cimentos estão fornecedores nos segmentos de caldeiraria, mobiliário e equipamentos de proteção individual (EPIs). O objetivo é intensificar as compras no entorno, alavancando a economia local. 
O conglomerado
Presente no negócio de materiais de construção (cimento, concreto, agregados e argamassas) desde 1933, a Votorantim Cimentos é uma das maiores empresas globais do setor, com capacidade produtiva de cimento de 54,5 milhões de toneladas/ano e receita de R$ 12,9 bilhões em 2014. Para atingir estes números, o conglomerado possui unidades estrategicamente localizadas, próximas aos mais importantes mercados consumidores em crescimento e está presente em 13 países. Além do Brasil, Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, China, Espanha, Estados Unidos, Índia, Marrocos, Peru, Tunísia, Turquia e Uruguai também possuem plantas fabris da Votorantim.

MPEs também podem ser verdes e sustentáveis

Ao contrário do pensamento comum, de que as ações sustentáveis estão restritas às grandes empresas, por terem custos elevados, exigindo, assim, investimentos altos, as micro e pequenas empresas (MPEs) também podem ser verdes e sustentáveis. Em um artigo, Marcus Nakagawa, presidente do conselho deliberativo da Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade (Abraps), afirmou que sustentabilidade “é muito mais que pequenas ações ecológicas ou processos socialmente corretos. É um trabalho de colocar o tema no processo de produção, no relacionamento com os stakeholders (públicos de relacionamento da empresa) e, principalmente, no desenvolvimento de produtos e serviços que sejam inovadores, inclusivos, ecológicos e que, de preferência, resolvam efetivamente problemas do nosso planeta”.
A gestora ambiental Tarcília Rego reitera o argumento de Nakagawa e recomenda a empresa a pensar na dimensão ambiental, desde criação do plano de negócio. Ela concorda que ainda há o pensamento recorrente de que o investimento em ações sustentáveis ou em negócios verdes requer muito dinheiro. No entanto, aponta que essa ideia é um mito. “Aí está o grande desafio. É preciso pensar neste aspecto desde o início, o investimento será menor e diluído ao longo do tempo. Se a empresa começa em conformidade ambiental, já é um grande ganho, e isso, normalmente acontece.  É muito fácil criar um impacto ambiental, mais difícil é remediar esse impacto. É difícil criar, desenvolver ativo ambiental? Sim, mas os ganhos são maiores, seja na imagem e no resultado econômico”, avalia.
Tarcília cita duas empresas cearenses que, em sua opinião, destacam-se como exemplos em investimento de sustentabilidade e produtos verdes. A primeira é a Companhia Eletromecânica e Gerenciamento (Ceneged), criada por um grupo de ex-funcionários da Coelce, que faz leitura de consumo de energia e atende à Coelce e outras distribuidoras. Recentemente, toda a frota de motos da empresa foi trocada por motos novas, movidas a biocombustível. “Antes, os veículos eram movidos a combustível fóssil, gasolina”.
Outro exemplo é a marca Pode Crer, da Ong Grupo de Interesse Ambiental (GIA), que confecciona bolsas, carteiras, nécessaires e etc., a partir de lonas de outdoors que viraram resíduo ou lixo. “Ademais, com significado impacto social, o trabalho gera recursos para mulheres (donas de casa) que tinham nenhuma renda. Estas mulheres ganham por produtividade, ou seja, por materiais produzidos e não por horas trabalhadas”, destaca Tarcília.

Financiamento
Empreendedores que pretendem aliar crescimento econômico à mitigação de impactos, preservação ou mesmo recuperação do meio ambiente podem contratar linhas de crédito para sustentar o plano estratégico. O Programa de Financiamento à Sustentabilidade Ambiental (FNE Verde), operado pelo Banco do Nordeste (BNB), por exemplo, tem o objetivo de promover o desenvolvimento de empreendimentos e atividades econômicas que propiciem a preservação, conservação, controle e ou recuperação do meio ambiente, com foco na sustentabilidade e no aumento da competitividade das empresas e cadeias produtivas.
Dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), existem modalidades especiais que preveem financiamento de projetos de uso sustentável de recursos florestais, recuperação ambiental e convivência com o semiárido, produção de base agroecológica, controle e prevenção da poluição e da degradação ambiental, energias renováveis e eficiência energética, tecnologias ambientais, armazenamento hídrico, sistemas agroflorestais, entre outros. São eles: Pronaf ECO, Agroecologia, Floresta e Semiárido.
As linhas do Pronaf financiam até 100% do projeto, com taxas de juros a partir de 1% ao ano, com reembolso de acordo com a capacidade de pagamento do cliente, limitado ao prazo total de 20 anos. De acordo com Fran Bezerra, superintendente do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) do BNB, o banco foi pioneiro no financiamento a empreendimentos sustentáveis na região em que atua. “O banco dispõe da linha FNE Verde, que atende a demandas de crédito relacionadas à sustentabilidade oriundas de clientes de diversos setores, rural e não rurais, e portes, do mini e micro ao grande”, afirma.
Dos recursos do FNE Verde, em 2014, foram aplicados no Nordeste R$ 247,4 milhões, sendo R$ 148,1 mil apenas no Ceará. Conforme Bezerra, em 2015, até o mês de maio, foram aplicados R$ 5,4 milhões, sendo 5,14% desse valor no Ceará. Seguindo a programação do FNE 2015, a meta de aplicações do FNE Verde na área de atuação do BNB, em 2015, é de R$ 199,5 milhões. “Caso a demanda seja maior que essa, o banco poderá avaliar a ampliação de valor”, garante o superintendente.
ITENS FINANCIÁVEIS DO FNE VERDE

l Uma empresa pode recursos florestais
lRecuperação ambiental e convivência com o semiárido
lProdução de base agroecológica
lControle e prevenção da poluição e da degradação ambiental
lEnergias renováveis e eficiência energética (somente para consumo próprio do empreendimento)
lEficiência no uso de materiais
lPlanejamento e gestão ambiental
lAdequação às exigências legais
 
Programa de Financiamento à Sustentabilidade Ambiental - FNE Verde
Segundo o superintendente do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), Fran Bezerra, o FNE Verde traz, basicamente as mesmas condições de financiamento de outros programas do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), porém com os seguintes diferenciais: os prazos máximos podem ser ampliados para até 20 anos, incluída carência de até oito anos, para projetos de geração de energia a partir de fontes renováveis, substituição de combustíveis de origem fóssil por fontes renováveis de energia, plantio de florestas, sistemas de integração lavoura-pecuária-florestas ou sistemas agroflorestais e recuperação de áreas degradadas.
Nos projetos para regularização e recuperação de áreas de reserva legal ou preservação permanente degradadas com culturas de longo ciclo de maturação, a carência pode ser ampliada para até 12 anos. “Ressalte-se que a definição de prazos e carência de projetos a serem financiados dependerá das condições específicas de pagamento definidas por ocasião da elaboração, análise e aprovação do projeto”, explica Bezerra.
É importante frisar que projetos de geração, transmissão e distribuição de energia somente podem ser financiados se forem para consumo próprio do empreendimento, admitida a comercialização da energia excedente, desde que limitada a 50% da capacidade de geração prevista no projeto. “Outro diferencial é uma taxa de juros específica para operações florestais destinadas ao financiamento de projetos de conservação e proteção do meio ambiente, recuperação de áreas degradadas ou alteradas e desenvolvimento de atividades sustentáveis, a qual está passando para 8,53% ao ano para todos os portes, conforme recentemente estabelecido pelo Banco Central”.
 
PONTO DE VISTA

Qual é a diferença entre verde e sustentável?

Uma empresa pode ser verde e sustentável? Um conceito pode ser independente do outro? Para a gestora ambiental e editora de O Estado Verde, Tarcília Rego, as empresas podem ser verdes e sustentáveis. No entanto, nem sempre as sustentáveis são verdes. “A empresa verde vai além. Ela busca provocar mudança de comportamentos através do que ela produz. Por exemplo, um restaurante oferece uma comida maravilhosa com um atendimento maravilhoso, com preço acessível, a verde, também, só que este oferece um menu produzido a partir de frutas, verduras, legumes e cereais orgânicos. Vai além, no cardápio sobre as mesas, o restaurante reforça a ideia com mensagens que deixem claro o impacto dos agrotóxicos nos ecossistemas e na saúde, assim como os impactos positivos dos orgânicos, como um todo. É mais ou menos assim:  a empresa verde não transmite ou vende apenas o que ela faz, mas o porquê de estar produzindo aquele determinado produto. É o caso de produzir camisetas a partir de fios provenientes de garrafas PET recicladas, estampadas com mensagens ecológicas”, explica Tarcília.
Para Tarcília, é importante para as micro e pequenas empresas a conscientização sobre o impacto que a sustentabilidade traz para o negócio. Segundo sua análise, as MPEs já estão mais atentas a esse conceito de desenvolvimento, porém, é preciso mais incentivo às MPEs que são verdes. “Uma empresa verde precisa ser incentivada. Não faz sentido, por exemplo, quem produz com menor impacto pagar o mesmo imposto de quem produz com grande impacto. Uma pequena recicladora, além de gerar emprego, renda, impactar socialmente, impacta ambientalmente, ao prestar o serviço ambiental urbano de retirar das caçambas o lixo que é responsabilidade do poder público destinar. Mas, o próprio reciclador não tem noção de o quanto o seu serviço é útil à sociedade. Muitas recicladoras trabalham em desacordo com as normas ambientais (não conformidade), afirmando que custa caro produzir de forma mais limpa”, aponta a gestora ambiental.
 
Fonte: O Estado

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Não venda produtos, venda sonhos

Hoje, mais do que em outros tempos, precisamos de vendedores de sonhos. Porque vender produto é fácil! As lojas estão abarrotadas de vendedores de produtos, e, consoante a isso, também cheinhas de produtos. Isso tem que mudar!

Grande parte dos vendedores ainda não percebeu que vender sonhos é mais fácil, geram maior lucratividade e continuam oferecendo apenas produtos aos seus clientes.

Mas, o que é o sonho nas vendas? O sonho é a parte subjetiva da venda e está embutido no produto. É a satisfação da necessidade do cliente.

O vendedor tem que ficar antenado. O cliente só entra no seu comércio se estiver interessado em alguma coisa. Ele não entra para passear. Isto seria perda de tempo, e tempo é uma coisa que não temos para perder ultimamente.

Acompanhe o cliente, observe o que ele procura. Observe atentamente suas palavras, e mais do que isso: acompanhe suas emoções. Quando o cliente, der de cara com aquele produto que lhe enche os olhos é a hora certa de transformar um produto em um sonho. Você notará que a cada característica do produto que que é mostrada ao cliente, ele se envolve mais. É emoção falando pela razão. E vão embora todos os defeitos. O produto é coberto de qualidades.

Tenha em mente e note que envolvimento do cliente com o produto é mágico. O que para você é apenas um TV, para o cliente é a reunião de amigos para assistir ao jogo de futebol. Ou o encontro de amigas para acompanharem o decisivo capítulo da novela. Se vende produtos de beleza, enquanto você ver um estojo de maquiagem, a linda jovem se enxerga na balada como a mais gata das gatas.

Então, um sofá não é apenas um sofá. Naquele momento, o sofá deixe de ser um produto e passa ser sonho da família reunida, dos amigos no descontraído papo de fim de tarde.

As lojas têm suas metas, geralmente financeiras. Isso é importante e muito. Você vendedor também tem suas metas financeiras. O caminho mais fácil do negócio se tornar lucrativo e todos baterem as metas é transformar os produtos que você tem para vender em sonhos.

Certamente você já realizou algum sonho em sua vida. Seja grande ou pequeno, a realização de um sonho é inesquecível. Produz uma alegria inigualável. Então, na próxima vez que um cliente entrar em seu estabelecimento comercial o seu pensamento já deve estar direcionado para a realização de mais um sonho.

Marcos Filho


Você conhece o seu pior inimigo?

Não importa onde você esteja ou o que está fazendo, seu pior inimigo está sempre com você - seu ego. "Não é o meu caso", você p...