quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Marketing é mais

Marketing é muito mais do que uma frase de efeito. É um conjunto de ferramentas que considera as pessoas, os ambientes, as possibilidades de aceitação de rejeição, o planejamento e o direcionamento. É emoção e razão, só que mais razão do que emoção. Na tempestade, o marketing é caminho. O marketing é sempre inovação onde tudo e nada é absoluto, mas baseado em colunas de pensamentos sólidos. Fomos mais que felizinho, fomos feliz de novo. Obrigado à nossa equipe.

Marcos Filho

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Planejar o futuro governo

A alegria pela vitória dos candidatos a prefeito e vereadores no Brasil afora logo darão lugar à realidade que espera aqueles que assumirão os postos de administradores das cidades.
As pequenas cidades, como a nossa Várzea Alegre têm sofrido. Várzea Alegre é um dos municípios mais castigados pela falta de recursos financeiros, resultados da crise econômica que derrubou as receitas nacionais e na sequência os rapasses financeiros para os municípios.

Passadas as comemorações, o prefeito eleito de Várzea Alegre, Zé Helder, já deve ter em mente como será sua futura administração, desde já planejando o governo.

Zé Helder vem de duas gestões bem-sucedidas e o desafio é, em tempos de crise, manter o ritmo dessas gestões no terceiro mandato a partir de janeiro de 2017.

No cenário atual, a experiência do gestor conta muito. Zé Helder tem esse know-how, mas não pode descuidar e começar já o trabalho.
Assim como para as empresas construir um plano de negócio é alma e o direcionamento do empreendimento, essa peça, no conceito moderno de administração pública, como um bom plano de governo, não pode faltar.

Quando se fala em planejamento, não era necessário dizer, mas só para reforçar, o planejamento é o que vem antes. Então, não se pode esperar o 1º de janeiro de 2017 para começar esse plano, esse trabalho.

Pacificar o processo de transição é fundamental para a construção desse projeto, que deve contar com a sensibilidade democrática e participativa da atual gestão, cumprindo com o atual cronograma do governo, mas com a consciência, que amanhã a cidade terá outra gestão que depende de todas as informações para montar esse novo projeto.

As redes de transparência, os canais de fiscalização, serão apontadores da atual situação da cidade do ponto de vista administrativo e ferramentas fundamentais à construção do projeto da nova gestão. Mas, ainda assim, o atual governo deverá ser colaborativo.

Hora também de pensar nas capacidades humanas, ou seja, nas pessoas que estarão no time do governo futuro. O ideal é que pese mais a capacidade do que o capital político. O conhecimento é fundamental para que uma pasta seja exitosa no conjunto da administração pública.

A confiança do povo, em sua maioria, e que pede um governo voltado para todos, foi para as urnas. Agora é hora e o momento de pensar um governo que seja transparente, capaz e voltado para o povo. A palavra de ordem é trabalho.

Marcos Filho




Reciclagem dos políticos

Nossos políticos, no mínimo, precisam passar por uma reciclagem. Muitos ainda tratam de lidar com questões importantes para a sociedade como se o povo vivesse como há séculos.
Esse anacronismo tem que ser corrigido. A disseminação do conhecimento, com o advento e proliferação dos meios de comunicação, especialmente das redes sociais, mudou comportamentos das sociedades, mesmo estas localizadas nos mais distantes rincões do Brasil.
Mais pessoas com acesso à educação e mais pessoas enveredando pelo caminho da universidade, seja ela física ou virtual, tem influenciado sobremaneira novas posturas da sociedade.
O Povo começa a assumir maior protagonismo na política, resultado da consciência, por meio do conhecimento, de que todo poder emana do povo.
Sendo assim, as questões relativas ao que é próprio da sociedade, como a entrada e aplicação de verbas públicas, pagamento de salários de parlamentares, prefeitos e servidores, passam a ser questões fiscalizadas e acompanhadas.
A reciclagem dos nossos políticos em situação de anacronismo ou de vetusto passa pela condição de abrirem as mentes para compreender que as coisas mudaram.
O momento exige um político desprovido de qualquer aberração coronelista. O político atual deve ser aberto, democrático, aceitar a participação popular como uma solução para os problemas das cidades e não como empecilho.
Aos poucos, os favores prestados para poucos e que sustentam muitos políticos no poder, começam a ser trocados pela política pública que favorece a todos.
É reordenamento do corpo social cobrando, não privilégios particulares, mais que os benefícios públicos, bancados com dinheiro público, beneficie a coletividade.
Já que nossa política é velha e com nomes sempre velhos, sempre ligados a oligarquias e a grupos, é hora da reciclagem. Os políticos não podem ficar presos no passado. Os coronéis da política devem ser enterrados e só podem retornar como figura histórica, hodiernamente, sem valor real.
Marcos Filho

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Avaliando a campanha

Terminou a refrega. O processo eleitoral que inaugurou nova forma em 2016, com 45 dias de campanha, intensificou a disputa e os candidatos correram contra o tempo para se apresentar ao público eleitor, utilizando os comícios, as reuniões nas comunidades, as caminhadas e tendo como palanque principal a rede social Facebook.

O candidato Homero Fiúza veio para sua segunda disputa, numa crise de liderança política dentro do grupo ao qual pertence, com o principal nome, João Eufrásio Nogueira somando rejeição à campanha.

O prefeito Vanderlei Freire, apesar do esforço, também somou à campanha a desaprovação do seu governo, o que elevou em 51%, de acordo com o IBOPE, a rejeição do candidato Homero.

O grupo de João Eufrásio Nogueira acumula quatro derrotas consecutivas – 2004, 2008, 2012 e agora em 2016. Mesmo assim, obteve votos dos eleitores mais identificados com a corrente política. Mas fica o recado de que precisa repensar suas estratégias e até recompor lideranças.

A queda na votação de Homero, mesmo com a soma de votos levados pelo prefeito Vanderlei, mostra que há algo a ser repensado dentro do grupo.

Fica certo que para o grupo de Homero ganhar força, tem que está mais presente em Várzea Alegre, atendendo seus correligionários, construindo novas lideranças.

Zé Helder, por outro lado, mostrou liderança e exímia articulação política, tendo construído seu palanque com as lideranças que sempre o apoiaram, inclusive, mantendo o líder Dr. Pedro Sátiro dentro do grupo, tendo este, participado ativamente da campanha.

O mote escolhido pela campanha de Zé Helder foi trabalhar em cima das falhas cometidas pela administração passada de João Eufrásio, da atual gestão de Vanderlei e a falta de experiência de Homero.  Mais uma vez a fórmula deu certo.

Agora, Zé Helder chega à prefeitura pela terceira vez, com um cenário político que vai exigir dele, capacidade para administrar, principalmente, abraçar todos os partidos políticos em número de treze, que formaram a coligação.

Zé Helder deve trabalhar para mostrar sua força como administrador, mas também solidificar ainda mais sua liderança e preparar o caminho do seu sucessor.

Terá que se alinhar com a Câmara Municipal, onde fez maioria mínima, ao eleger 7 vereadores de sua base política. Aliás, a Câmara Municipal sofreu forte renovação e apenas dois vereadores eleitos têm experiência legislativa: Professora Dedê, eleita para o segundo mandato, e Zé Batista, veterano que volta à Casa.

Mas, como falei num comentário no início da campanha que venceria o pleito quem melhor construísse articulações políticas. Os candidatos Zé Helder e Dr. Fabrício tiveram mais habilidade nesse quesito. Transcrevo trecho do artigo que escrevi em 24 de julho de 2016: “Agora, a vitória será daquele que melhor souber formar alianças e for mais articulado com o eleitorado. Logo a verdade das urnas, em 2 de outubro, dirá quem foi mais hábil”. Não é profecia é estudo.

Marcos Filho


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Politicagem barata e invasiva

Olá, pessoal!
Tenho acompanhado atentamente, de forma discreta, postagens e mais postagens nas redes sociais de pessoas de ambos os lados políticos, se acabando em desaforos, e indo além, invadindo a vida íntima das pessoas, suas particularidades.
Alguns defendem apenas seu lado político. Pergunta: Essa é a forma correta de debater, discutir sobre política?
Ainda temos muito o que amadurecer para um debate onde a POLÍTICA assuma de fato seu lugar em desfavor da politicagem barata, invasiva e disfuncional.
A política, na acepção da palavra, é a arte de governar. Ao falarmos em política, estamos nos referindo a formas de governos e que tipos de governantes queremos para nossa cidade. Não é a vida pessoal dos cidadãos e cidadãs, mas a forma de governo que terá influência na vida de todas as pessoas, na coletividade.
Comentários ofensivos não são propostas para melhorar a vida da comunidade. Pelo contrário, são formas de desconstrução do conceito de urbanidade, de civilidade.
Precisamos escolher um governo que traga perspectivas melhores para nossas vidas, especialmente, para pilares que são esteio da sociedade, como saúde, educação, segurança pública...
Acho que em nossa cidade, discutimos mais sobre quem vai está no poder, do que quem vai nos governar. Temos que mudar o tema. O povo tem que escolher um governo voltado para suas necessidades. E aí, cabe ao cidadão, ao eleitor, escolher, democraticamente, entre os candidatos que disputam a prefeitura e as 13 vagas na Câmara Municipal, aquele que melhor propor soluções para nossos problemas.
Hoje, em Várzea Alegre, somos 40.255 habitantes e com vários problemas para serem resolvidos. Temos questões segurança, de iluminação pública, de desenvolvimento, entre outras. Não é necessário culpar quem está no governo apenas, já que vivemos uma sequência de governos que tiveram problemas, claro que uns menos que outros. Claro que uns tiveram mais compromisso do que outros. Basta olhar para a história de nossa cidade.
Mas, o relevante que deve ficar na política, não são a sucata de desaforos que vão aos palanques, mas que saídas para nossos problemas aqueles que estão candidatos se propõem a resolver, com propostas realistas e desnudas de fantasias.
Política é forma de governo, inerente a todos nós. Vamos pra frente, aprendendo e crescendo como cidadãos respeitosos e sabedores do que realmente interessa para o coletivo. Afinal de contas, quem ganhar a eleição tem que governar para todos e não apenas para seus eleitores.
Marcos Filho



sábado, 10 de setembro de 2016

Encontro do IDJ sobre administração foi ótimo

Participei nesta sexta-feira, 09, dia do Administrador, de evento do IDJ – Instituto Dom José/UVA – Universidade Estadual Vale do Acaraú, que aconteceu no Colégio São Raimundo Nonato.

Fui convidado pelos organizadores, Professor Cácio e Diana Colaça. Ele delegado do CRA em Várzea Alegre, ela, coordenadora do IDJ. Um casal formidável.

Na ocasião tivemos a oportunidade de juntamente com colegas como Netinho, Luizinho da Farmácia, Meyrinha, Mazé, Dakson Aquino, Adriana Suaid, entre outros amigos, professores e alunos, debater sobre o tema “Administração na atualidade, desafios e ameaças.

Tema bastante instigante, que nos levou a conhecer histórias de superação, de estratégias, de coragem, de determinação e de resultados de empresários varzealegrenses.

Como graduando em administração, particularmente, me senti lisonjeado com o convite para expor meu pensamento sobre essa área das ciências humanas que me encanta pela sua versatilidade.

A Administração é um universo do conhecimento em constante transformação. É possível unir empirismos com técnicas apuradas e comprovadas cientificamente como geradoras de grandes resultados. Foi exatamente essa visão que o evento nos proporcionou.

Ótimo ouvir testemunhos de pessoas, como nossa elegante Meyre, que saiu da roça e é um sucesso como empresária do ramo de ótica. A história do Luizinho, que de empregado passou a ser dono da farmácia para a qual prestava serviços, do Netinho que viu um nicho de mercado no ramo funerário e hoje comanda o segmento na região, da corajosa professora Mazé, cujo coração falou mais forte, ao ponto de juntar amor e negócios numa química perfeita, e puxando um pouco para meu lado, sem quer aparecer, mais a construção da nossa empresa, Casa & Cia, no ramo de móveis, num quadro social com mais três amigas – Auri, Iris e Chirlene.

Foi um encontro maravilhoso. Como é bom olhar para trás e ver que no caminho percorrido até aqui, já podemos dar exemplos a uma geração que está ávida para descobrir como construir seus sonhos. Que bom olhar para frente com novas perspectivas.

No dia do administrador, o presente foi todo nosso, compartilhado de forma prazerosa com os amigos. Foi, ótimo! Parabéns a todos.


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

É nossa realidade



Hoje é mais um 7 de setembro. De 1822 até aqui, já se vão 194 anos. São quase dois séculos da independência do Brasil do regime de Portugal.

Não quero falar sobre o grito do Ipiranga. Nem mesmo sobre o ato de Dom Pedro I que resolveu ficar no Brasil.

Minha dor é pela minha pátria. Meu país sangra todos dias pela covardia daqueles que o exploram como sempre. Historicamente, somos um país espoliado.

Nosso ouro, nossas matas, nossa rica biodiversidade nos são tirados desde o Brasil Colonial.
Continuamos sendo peça de consumo sem retorno. Somos explorados por estrangeiros e por gananciosos da nossa própria nação.

Nosso país é traído todos os dias. Levam nossa riqueza e deixam como legado a pobreza que se multiplica em filas nos hospitais, em escolas sucateadas, em carcaças humanas desprovidas de assistência eficaz, senão àquela que aprisiona pelas barrigas vazias.

A minha dor é enxergar os brasis do Brasil com tanta injustiça social. País tão gigante, tão rico e tão pobre. Tanto contraste existe em nossa terra.

Temos mendigos aos montes. Zumbis aos milhares levados pelas drogas. Pessoas acéfalas na rede mundial comentando nada. Cabeças vazias. Um milhão de curtidas para uma piada sem graça e desnecessária e uma curtida a um texto de conteúdo. Nossa realidade de fraco conhecimento e de pouca cultura.

Somos um país de aldeias. Aldeias no Norte, no Nordeste, no Sul, no Sudeste, Centro Oeste.

Minha dor é por ver, e cada vez mais presente, os despropósitos daqueles que nos governam. Sabem que somos sempre massa de manobra. Pouco importa, senão o nosso voto, em época de eleição. Voto, que nós, usamos quase sempre de forma inconsciente.

Votando como lotes. Vendidos por chefetes políticos. Sustentamos a riqueza dos nossos chefes com a pobreza dos nossos ideais.

Tiramos da boca dos nossos filhos para alimentar os palácios das lideranças corruptas do nosso país e ainda agradecemos pela nossa miséria.

Somos um país democrático e de uma democracia subaproveitada. Maculamos os nomes daqueles que sacrificaram suas vidas por essa desejada democracia que não sabemos o que fazer com ela.

Continuamos assistindo o poder mandar em nós. Assim como os escravos de outrora, obedecemos, sob pena de irmos aos troncos e levar as chibatas.

Somos uma nação que não tem noção dos seus direitos, que nunca leu a constituição, que não canta o hino nacional porque não sabe.

Ainda pensamos com os pés e não com a cabeça, numa ideia ultrapassada de país do futebol, que já não tem lá essa qualidade toda.

Enquanto o mundo vive o conhecimento e a tecnologia, nós vivemos a ilusão do que vem de fora apenas como encanto. É como se não tivéssemos a capacidade de criar, de gerenciar e de governar o que é nosso.

Precisamos urgentemente dizer a nós mesmos como nação: Também queremos conhecimento e tecnologia. Também temos opinião. Também somos livres e independentes. Mas, talvez isso leve mais dois séculos para alcançarmos. É nossa realidade.

Enquanto isso, não percamos a esperança. Continuemos buscando por nossas transformações sociais. Mesmo a luta das minorias, poderá um dia, criar efeitos que salvem o futuro do nosso país.
Salve o Brasil. Salve a esperança. Salve o 7 de setembro.
Marcos Filho.


Você conhece o seu pior inimigo?

Não importa onde você esteja ou o que está fazendo, seu pior inimigo está sempre com você - seu ego. "Não é o meu caso", você p...