sexta-feira, 22 de março de 2013

Várzea Alegre no Crede 16


O ex-vereador e agora sindicalista, professor Otoniel Fiúza, é a voz ativa dos professores de Várzea Alegre que querem a transferência do atendimento da educação do município do Crede 17/Icó, para o Crede/16, localizado na cidade de Iguatu. 

O motivo é óbvio: Se deslocar de Várzea Alegre para Iguatu é muito mais cômodo. 

Otoniel esteve na Câmara Municipal da cidade na quarta-feira, 20, onde conseguiu apoio dos vereadores para a causa.

Oportunidade de trabalho



A Casa & Cia tem vagas abertas para vendedor e ajudante de motorista.
Interessados devem enviar currículo com foto para a loja, na Rua Antônio Afonso -67, bairro Centro, Várzea Alegre.

Aproveite a oportunidade de compor a equipe de um empreendimento que tem compromisso com o trabalho e com o desenvolvimento.

Miojo pode não dá mais nota


Gracinhas como receita de miojo ou trecho do hino do time do coração na redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) podem virar motivo de anulação da redação.
Essa é uma das propostas de aprimoramento do sistema que serão levadas pelo presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, à comissão que elabora o edital do próximo exame. O Inep é a autarquia federal responsável pela prova, que seleciona estudantes para instituições federais de ensino superior e serve para a certificação do ensino médio.
Nesta semana, duas redações ficaram famosas por esse tipo de gracinha - um estudante inseriu o modo de fazer miojo e outro, o hino do Palmeiras na redação no Enem 2012.

Segundo o Inep, das mais de 4 milhões de redações corrigidas, apenas 300 apresentaram "inserções indevidas" - ou seja, tinham um trecho sem conexão alguma com o restante do texto.  

"Temos que separar o joio do trigo", afirmou Luiz Cláudio Costa ao UOL. Ele disse que vai levar a proposta à comissão que elabora o edital do Enem. "Em respeito ao participante sério. Se esses alunos quiseram testar o sistema, precisamos ser ainda mais rigorosos."

Atualmente, esse tipo de deslize é "altamente penalizado", mas não elimina o inscrito, não leva nota zero. 

Segundo o presidente do Inep, o Enem é "um processo em aprimoramento" e, por isso, críticas à correção são bem-vindas e ajudam a enriquecer o debate técnico. O exame foi criado 1998 para diagnosticar a qualidade do ensino médio. A partir de 2009, passou a ser usado por instituições federais como prova de vestibular.

Uma nova discussão que pode ser levantada após a polêmica dos erros graves em redações com nota máxima é sobre como seriam os textos nota 1.000. O Jornal O Globo mostrou exemplos com erros de ortografia como "trousse" (em vez de trouxe) e "rasoável" (em vez de razoável).

Há uma corrente que defende a coerência do texto e articulações das ideias como prevalente sobre deslizes de ortografia e de gramática. Outro grupo considera que a nota máxima deva considerar a perfeição na grafia e na concordância.

"Acho a redação importante pois o cidadão deve saber articular suas ideias em um texto e apresentar soluções aos problemas", diz Luiz Cláudio Costa. Não há intenção alguma de o Inep retirar a redação da avaliação.

Fonte: UOL

Fogaréu


Hoje tem VII Procissão do Fogaréu. Evento tradicional e religioso promoverá o encontro de penitentes de Várzea Alegre e Barbalha num ritual que remete à idade média. 

A procissão sairá às 18h30 da Capela de São Vicente e se concentrará na Capela de São Francisco no bairro Betânia.

A procissão do Fogaréu antecede a abertura da Semana Santa, no próximo domingo, 24 de março.

O evento é organizado pelo Secretaria Municipal de Cultura, que tem à frente Milton Bezerra.

Tentar prever o futuro pode ser fuga das dificuldades do presente


A vontade de saber antes o que vai acontecer logo ali à frente sempre acompanhou o ser humano. E não por acaso. Afinal, sempre que fazemos planos, surgem esperanças e dúvidas que escapam à razão. Assim, ler horóscopos, interpretar cartas de tarô e até visitar videntes são estratégias para tentar controlar aquilo que sempre foi e sempre será incontrolável: o amanhã.

"Viver em sociedade é algo muito complexo e as pessoas buscam referências para se situar. A astrologia, por exemplo, foi desenvolvida não com o objetivo de prever o futuro, mas sim com o intuito de apontar regularidades nos acontecimentos naturais da vida, gerando informações que as pessoas, em épocas mais arcaicas, usavam para tentar se proteger", explica Jorge Claudio Ribeiro, filósofo e professor do Departamento de Ciência da Religião da PUC de São Paulo.  

De lá para cá, a astrologia é uma das ferramentas alternativas mais usadas na tentativa de solucionar conflitos pessoais, de naturezas diversas. Desde a procura por um grande amor até a busca por uma vida financeira melhor. Para o psicólogo Elder Cerqueira Santos, da Universidade Federal de Sergipe, a tentativa de prever o que vai acontecer está relacionada com uma necessidade de controlar riscos e possibilidades, como se fosse possível de obter garantias sobre os planos que traçamos para o futuro.

Tapar o sol com a peneira

Viver o presente colocando certa dose de expectativa no futuro é até normal. "Precisamos desta motivação para fazer planos e batalhar por eles", explica Santos. No entanto, a curiosidade exagerada pelo que ainda está por vir pode ser um indício de forte ansiedade e até insegurança.  "Além de uma falta de aceitação do mundo e de si mesmo", pondera Aurélio Melo, psicólogo e professor do Mackenzie, de São Paulo.  

Nesse sentido, utilizar recursos externos que ajudem a interpretar e a refletir sobre o presente pode até ser benéfico. No entanto, segundo Melo, erra feio quem nega a si mesmo como principal responsável por seus erros e acertos. "Acreditar que há uma explicação mística para uma decepção amorosa, por exemplo, e usar isso para negar falhas suas ou do outro que levaram aos problemas no relacionamento pode ser extremamente prejudicial para a evolução pessoal", ressalta Melo.  
Para Santos, quem busca encontrar explicações para tudo na vida passa a acreditar demais em variáveis não controláveis. "Isso prejudica a autoanálise. É preciso ter em mente que sentimos, hoje, as consequências do nosso passado", alerta o psicólogo.

Quem se esquiva desse tipo de reflexão, e prefere acreditar na força do destino, ou do acaso, corre o risco de se render ao conformismo e, com o tempo, caminhar para a estagnação. Ao acreditar que não pode dominar a própria vida, a pessoa deposita toda a sua esperança numa crença, em vez de fazer acontecer. "Quem olha demais para a frente não consegue se dar conta do que já realizou e compromete as possibilidades do presente", diz Ribeiro.

O lado bom da fé

Contudo, o simples fato de ter fé em algo ou alguém que pode ajudar a conquistar o que deseja não é de todo ruim. "Independentemente do que guia a fé individual, o fato de ter fé em algo, por si só, já pode ser positivo", avalia Santos. Segundo ele, a maioria das pessoas precisa de um sistema de crenças que as ajude a responder ao que consideram inexplicável.  

A saída, então, é se dar conta do próprio poder de decisão e autonomia, mesmo seguindo uma crença ou praticando qualquer tipo de experiência mística. Ou seja, você pode consultar as cartas ou a astrologia de vez em quando, desde que não pare de agir. "A busca pelo futuro pode ser boa se levar a pessoa a questionar os próprios atos no presente e também a refletir sobre a postura dela na direção da própria vida", garante Santos.  

Se conseguir fazer isso, você ainda precisará contar com o conhecimento, a aceitação, a confiança e a paciência como recursos para lidar com o que está por vir. "Boa parte do seu futuro vai nascer das relações que for capaz de estabelecer fora de você. O futuro é uma dimensão da vida que é sua, e cabe a você construir", finaliza Ribeiro.  


Fonte: UOL















quinta-feira, 21 de março de 2013

Voltou a chover na cidade de Várzea Alegre


A Funceme faz novo prognóstico da quadra chuvosa para o estado do Ceará nesta sexta-feira, 23.

Enquanto a avaliação científica não sai, os agricultores seguem comemorando as chuvas que banharam o solo varzealegrense nos últimos três dias.

A chuva registrada da noite desta quarta-feira, 20, para a madrugada desta quinta-feira, 22, marcou 35mm na sede do município.

Em muitas localidades do município foram registradas chuvas neste período.
Nas comunidades, pequenos poços tomaram água e a vegetação ressurge, pintando o cinza da seca com o verde da esperança.

Jurani Clementino


Jurani Clementino é graduado em Jornalismo, Especialista em Comunicação e educação, Mestre em Desenvolvimento Regional, Professor universitário e cronista. Atualmente faz Doutorado em Ciências Sociais pela UFCG.

Nem preciso dizer que sou fã desse varzealegrense talentoso, que considero grande vencedor na vida.

Certamente ainda tem muito a conquistar, restando a mim, a torcida pelo seu sucesso. Avante, garoto!

Reproduzo aqui, texto de sua autoria, publicado no site paraibaonline.com.br, do qual o nobre jornalista é colunista.


O buraco de Dona Lídia

Já disse em outra ocasião, aqui mesmo nesta coluna, que na minha comunidade, ao contrário das demais localidades vizinhas, não possuía açudes. Entretanto quando chovia a diversão da molecada era um banho de riacho. A concentração acontecia na parte mais funda do riacho apelidado de “O buraco de Dona Lídia”. A referência era a uma senhora de idade que costumava lavar roupas à beira deste poço. Quando a velha morreu resolveram homenageá-la. Foi ali, no buraco de dona Lídia, que aprendi a nadar. Pouco e ruim confesso.

As vezes nem esperávamos a chuva passar. Saíamos correndo por entre as poças d’água, saltando os riozinhos que serpenteavam pelo caminho. Éramos tomados por numa animação só. Nem pedíamos permissão aos nossos pais. Traquinagem devia ser feita à revelia deles. Quando a chuva acontecia durante a manhã, em pouco tempo a molecada se reunia às margens daquele poço. Iam chegando, tirando a roupa e saltando na água. A correnteza ia aumentando à medida em que a água das chuvas descia das chapadas, serrotes e grotões. Quanto maior a correnteza, melhor, mais emocionante e desafiante para nós meninos do sítio.

Improvisávamos tudo. Com três pedaços de pau (cipós), construíamos um pula-pula. Os meninos mais jovens eram desafiados pelos mais velhos. Estes saltavam de cabeça na água após passar por cima do obstáculo. Se jogavam na correnteza e despertavam o interesse e a curiosidades dos mais jovens. Primeiro saltavam o obstáculo em pé, depois com um sobrevoou e posteriormente uma espécie de pirueta. O pula-pula era armado na margem do riacho. Tinha que ser sobre uma barreira para que o salto (quase ornamental) ficasse perfeito. Por isso o buraco de dona Lidia foi sendo explorado em toda a sua extensão. A vegetação que ladeava as margens foi aos poucos sendo pisoteada pelos meninos. Era a nossa piscina natural. A água barrenta não era problema. O que valia era a festa em si.

Festejava-se a continuidade das chuvas. Festejava-se o reencontro com os amigos. Festejavam-se as vitórias com os novos saltos conquistados. Pulava-se por não se ter muito o que fazer naqueles dias de inverno. Viver era simples e doce. A sociabilidade juvenil se dava quase que completamente ali no buraco de dona Lídia. Os conflitos infanto-juvenis também. Brigar, enfrentar um desafeto instantâneo, significava uma espécie de ritual de passagem. O menino que chegava a adolescência sem ter protagonizado uma “briga” pública, de preferência nestas ocasiões sociais, corria o risco de ser ridicularizado como “florzinha”. Homem de verdade tem que enfrentar outro. Tem que ter coragem o suficiente para rolar na lama sob os olhos e aplausos dos demais colegas. E tudo se resolvia ali. Lavava-se a honra nas águas barrentas do buraco de dona Lídia. Buraco que hoje já não existe mais. Buraco das lembranças perdidas e às vezes esquecidas pela memória.

Jurani Clementino – Campina Grande 20/03/2013



Você conhece o seu pior inimigo?

Não importa onde você esteja ou o que está fazendo, seu pior inimigo está sempre com você - seu ego. "Não é o meu caso", você p...