segunda-feira, 12 de junho de 2017

Você conhece o seu pior inimigo?

Não importa onde você esteja ou o que está fazendo, seu pior inimigo está sempre com você - seu ego.

"Não é o meu caso", você pensa. "Eu não sou egomaníaco". Talvez você sempre tenha se visto como uma pessoa bastante equilibrada. Mas, para qualquer pessoa com ambições, talentos, motivações e potencial, o ego vem como parte do pacote. É justamente o que nos torna tão promissores como pensadores, criadores e empreendedores - o que nos leva ao topo desses campos - que nos torna vulneráveis a esse lado mais sombrio da nossa psique.
Freud descreveu o ego com uma analogia famosa - nosso ego é o cavaleiro em um cavalo, e nossas ambições representam o animal que o ego tenta controlar. Os psicólogos modernos usam a palavra "egotista" para se referir a alguém que está tão focado em si mesmo que desrespeita os outros. Cada uma dessas definições é verdadeira, mas são mais importantes em uma configuração clínica. O ego que vemos mais comumente passa por uma definição mais coloquial - a crença em sua própria importância. É quando, como afirmou Bill Walsh, "a confiança se torna arrogância".

Não somos todos egomaníacos, mas o ego está na raiz de quase todos os problemas e obstáculos imagináveis que temos, desde o motivo que nos impede de vencer até nossa vontade de vencer o tempo todo, e às expensas dos outros.
Nós geralmente não pensamos dessa maneira. Acreditamos que nossos problemas se devem a outros motivos - na maioria das vezes, outras pessoas. Nós somos, como disse o poeta Lucrécio alguns milhares de anos atrás, o "homem doente ignorante da causa de sua doença". Com cada ambição e objetivo que temos, grande ou pequeno, o ego está lá, nos prejudicando na jornada que escolhemos enfrentar.
O Ego é o inimigo daquilo que você quer e que você tem, seja dominar um ofício, um insight criativo verdadeiro, trabalhar bem com os outros, construir fidelidade e apoio, longevidade, repetir e manter o seu sucesso. Ele afasta vantagens e oportunidades. É um ímã para inimigos e erros. O momento em que você acredita na sua grandeza, explica a artista Marina Abramovic, é a morte de sua carreira criativa.
O CEO pioneiro Harold Geneen comparou o egoísmo com o alcoolismo: "O egoísta não tropeça, derrubando as coisas de sua mesa. Ele não gagueja nem hesita. Não, em vez disso, ele se torna cada vez mais arrogante, e algumas pessoas, sem saber o que há por trás de tal atitude, confundem sua arrogância com uma sensação de poder e autoconfiança." É possível afirmar que essas pessoas também começam a confundir isso em seu próprio comportamento, sem perceber que contraíram a doença e que que estão se matando com isso.
Se o ego é a voz que nos diz que somos melhores do que realmente somos, podemos dizer que o ego inibe o verdadeiro sucesso, impedindo uma conexão direta e honesta com o mundo que nos rodeia. Um membro inicial de Alcoólicos Anônimos definiu o ego como "uma separação consciente". De que? Tudo.
As maneiras pelas quais essa separação se manifesta negativamente são imensas: não podemos trabalhar com outras pessoas se construirmos paredes. Não podemos melhorar o mundo se não entendemos ele ou nós mesmos. Não conseguimos ouvir ou receber feedback se não temos interesse em escutar fontes externas.

Não podemos reconhecer ou criar oportunidades se, em vez de ver o que está na nossa frente, vivemos dentro da nossa própria fantasia. Sem uma aferição precisa de nossas próprias habilidades em comparação com as de outros, o que temos não é confiança, mas ilusão. Como devemos engajar, motivar ou liderar outras pessoas se não podemos nos relacionar com suas necessidades porque perdemos não sabemos mais as nossas?

Só uma coisa mantém o ego por perto, já que ele não tem qualquer propósito produtivo. É o conforto. Perseguir um excelente trabalho - seja no esporte, na arte ou nos negócios - é muitas vezes aterrorizante. O ego acalma esse medo. É uma pomada para nossa insegurança. Substituindo as partes racionais e conscientes de nossa psique por fanfarronice e narcisismo, o ego nos diz o que queremos ouvir, quando queremos ouvi-lo.

Mas é uma solução a curto prazo com uma conseqüência a longo prazo. É por isso que devemos lutar contra isso.
Fonte: Administradores.com
Ryan Holiday
Ryan Holiday é um dos nomes mais proeminentes da nova geração de escritores nas áreas de estratégia e negócios. Ele foi diretor de marketing da American Apparel durante vários anos e suas campanhas foram usadas como cases de estudos pelo Twitter, Youtube e Google. Seu primeiro livro, Acredite, estou mentindo - que o Financial Times classificou como um livro “surpreendente e perturbador” - foi um best-seller e é utilizados em várias faculdades ao redor do mundo. Ele acaba de lançar uma nova publicação: O obstáculo é o caminho.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Não

Não ao azedume que muitos colocam em suas vidas e tentam contaminar a todos em volta com essa doença. Não àqueles que não conseguem se superar e que por isso querem nos arrastar para baixo. Não à inveja dos que, ao invés de lutarem por suas vidas, passam o tempo todo olhando para a dos outros. Não à tudo que nos aprisiona na parte inferir da vida. Isso porque somos anjos, somos criaturas de Deus. Somos alados de asas invisíveis e voar com nossos sonhos e desejos é propósito de DEUS.

Pessoas há que pensam que sucesso vem apenas com grandes somas de dinheiro, da fama, de sua imagem estampada nos jornais com homenagens ou até mesmo dos salões luxuosos da sociedade. Sucesso é superar seus medos, é vencer seus limites, é quebrar as amarras e ser diferente onde todos insistem em ser iguais.

Sucesso é ter calma no coração, mesmo quando sangrando. É suportar a dor dos espinhos, sabendo que mais tarde as feridas saram e você venceu mais uma vez.

Gritar nossas necessidades no silêncio da estratégia tem efeito mágico. Hoje você pode até calar sua voz, mas sua vida falará por você amanhã. O que existe de mais belo na criação de Deus é a vida. Não a desperdice com sentimentos baixos. Diga não ao que não é bom para você. Olhe para o alto. Vença a si mesmo e verás que Deus tem grandes bênçãos para você.

Marcos Filho


sábado, 15 de abril de 2017

sábado, 25 de março de 2017

domingo, 19 de março de 2017

Memórias de uma flor

Às vezes quando a noite cala e muitos dormem, o sono para mim demora a chegar. Nesse intervalo, o pensamento fervilha em ideias, projetos, sonhos...Há muito espaço. Neste intervalo, costumo ler um pouco.
Nesta noite de sábado, 18, foi uma dessas de sono curto. Mas que prazer tive ao pegar nas mãos o livro da nossa varzealegrense Artemísia Sátiro, com o título “Memórias de uma flor”. Não conheço a autora pessoalmente. O livro foi presente do casal Edicélio e Dra. Socorrinha
.
Mergulhei nas suas memórias. A obra é uma narrativa intimista. Fala muito de sua família. De sua infância perpassada de Cariús a Várzea Alegre. Do carinho da família. Do Sucesso como professora e da vida no Rio de Janeiro. Narra o cotidiano sertanejo que não abandonou Artemísia Sátiro na cidade maravilhosa apesar dos anos que a tudo transforma.

Lembranças suas da escola, dos amigos, do carnaval e da rural. Dos banhos de rio, do convívio com todos de forma muito integrada. Há uma mistura de sua história com outras histórias como a do nosso amigo Dr. Raimundo Sátiro.

Me encantou a forma otimista como Artemísia Sátiro enfrentou dificuldades e carrega em cada letra assentada no papel esse sentimento vibrátil de que é possível vencer com fé e determinação.

Obrigado pelo presente que nos enriquece o conhecimento.

Marcos Filho

sábado, 18 de março de 2017

Com todo amor do mundo

Hoje conclui a leitura do livro “Com todo amor do mundo”, da nossa conterrânea Monaliza Nunes, que mora em São Paulo. Todas as cartas carregadas de muita emoção, memórias, alegrias, encontros, desencontros e um final mais emocionante quando a leitura destas é feita pelo filho depois da partida inesperada de Elizabeth.

O livro nos carrega a lugares diversos, nos imprime sensações especiais, oscila nossas emoções, nos situa na história às vezes como personagens, noutras como expectadores. Parabéns, e que venham muitas outras obras literárias dessa sua mente criadora maravilhosa.
Abraços,


Marcos Filho.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Nem sempre você está certo

Há pessoas que se fecham tanto em suas certezas que ninguém mais tem o direito de sequer manifestar que também pensa e sabe alguma coisa.
Olhando apenas para seu mundo, tudo o que faz é perfeito. Todas as suas funções são mais importantes do que a dos outros. Desta forma se dão ao luxo de determinar seu tempo, seus afazeres, suas prioridades. Sempre acima de tudo.

Nesta equivocada forma de pensar, cheia de tanto egocentrismo, cometem erros grotescos, destratando pessoas, queimando relacionamentos, errando sem admitir que é humano, e uma vez nesta condição, também falham. Não sabem pedir desculpas ou perdão.

Pessoas com esse desvio de comportamento alegam para isso perfeccionismo. Mas, na verdade é apenas desculpa. É somente uma tentativa de camuflar seu egocentrismo exacerbado.

É necessário abrir os olhos e enxergar que não fomos postos no mundo para determinar as regras, mas para dividir decisões, construir juntos caminhos.
Por essa razão estamos agregados em famílias, com irmãos, sobrinhos, filhos e parentes dos mais variados graus.

Estamos ainda congregados em igrejas, na escola, na universidade, nos grupos de bairros, nas associações, no grupo de amigos, no time de futebol e dentro das empresas, onde passamos a maior parte de nosso tempo.

Dá para perceber que estamos sempre em grupo? Grande parte do nosso tempo é dividindo alguma coisa com outras pessoas.

Então pare de pensar que só você está certo. Aceite mais opiniões, novas ideias. Isso não vai mudar sua doutrina, suas regras individuais, apenas contribuirá para que seja uma pessoa melhor.

Jesus, como Rei dos Reis, veio ao mundo e logo passou a dividir seu reino com a humanidade. Dividiu seus pensamentos e suas ideias com seus colaboradores. Chega de chamar as pessoas de irresponsáveis sem nenhum motivo. Cobrar é necessário. Pedir é necessário. Mas não é menos importante do que colaborar. Ganhe as pessoas pelo melhor que você pode ser e pelo bem que pode fazer.

O medo escraviza. Aquilo que se faz por medo não é o mesmo do que pode se fazer por amor a uma causa.

Somos seres gregários. Pense em grupo, mesmo que aja à sua maneira. Não perca as oportunidades de fazer sua parte, entendo que estamos sempre prontos para partilhar e unir forças para seguir somando sucessos.





Marcos Filho

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Hoje, o comum é estranho

Num mundo tão desumano, um gesto normal, solidário vira centro das atenções. O comum é estranho.
O ex-presidente Fernando Henrique, foi consolado em 2008 pelo então presidente Lula depois do falecimento de sua esposa, Ruth Cardoso.
Fernando Henrique, foi ao ex-presidente Lula, consola-lo pela perda de sua esposa, Dona Marisa Letícia.

O presidente Temer, foi consolar o Lula, num gesto de solidariedade humana pela perda de sua esposa.

Todos esses gestos, tão comuns em situação de luto, parecem extraordinários e inimagináveis, pois os personagens não estão em sintonia política. Que coisa estranha é essa que passa pela cabeça de tantos?

Para muitos é como se um adversário político não merecesse, nem no seu maior momento de dor, solidariedade, abraço e acolhida.

Triste ainda mais com os radicais, que fazem da morte de um ser humano, só por não pertencer ao universo de suas mesmas ideias políticas, algo desprezível. É como se a morte, para estes não alinhados, seja castigo para o inimigo e prêmio para suas mentes vazias.

Diante de tanta insensibilidade, convém perguntar: ainda somos humanos ou apenas animais travestidos de seres humanos?
Nossas atitudes ignorantes, intolerantes, brutas são contra os princípios da humanidade e sua constante evolução.

Crescemos muito em conhecimento, tecnologia e perdemos nossas almas na ignorância de um mundo tão moderno e tão atrasado.

Essa nossa forma isolada de viver, escondidos atrás de máquinas frias, onde vemos tantas pessoas, mas não as tocamos, não conversamos olhando no olho está nos atrasando.

É uma pena perceber que o que nos faz avançar rumo a tantas descobertas boas, também nos empurre para o isolacionismo e crie essa frieza nos nossos corações.

Estamos ganhando o mundo e nos perdendo como humanos.

Temos que rever essa tendência. Como num erro cometido, é necessário voltar ao ponto onde a falha aconteceu para corrigir o sistema.

Precisamos urgentemente investir mais na humanidade. Não podemos nos perder, haja vista sermos pessoas criadas do amor e para o amor de Deus.
Não nos calemos e não esfriemos nossos corações. Quando um abraço de solidariedade é algo tão estranho, quando deveria ser tão comum, é porque realmente estamos próximos e distantes.

Trabalhemos e lutemos por mais abraços entre amigos, por mais solidariedade, por mais espírito humano e por mais Deus em nossas vidas.


Marcos Filho

sábado, 28 de janeiro de 2017

No meu lugar

Hoje, o clima amanheceu gostoso
Cheirinho de chuva e de terra molhada
Levantei cedo e saí volteando pelos arredores da casa
Observando cada detalhe

Onde moro, ainda há o ar puro da natureza
Os pássaros gorjeiam alegremente
O homem do campo ainda cultiva a terra
Nos finais de tarde, o chocalho toca no recolher do gado

A cidade cresce, mudando essa linda paisagem natural
Casarões enormes tomam o espaço
Mesmo assim, aqui, entre a Vazante e sítio Ronca, há natureza
Há um quê coisa natural, de roça, de sertão

Me encontro com o Riacho do Machado
Está seco. O leito tomado por uma fina vegetação
Casas muito próximas são sinais de sua agonia
Sofrimento imposto pelo crescimento urbanístico da cidade

As águas que desciam caudalosas no seu leito e por aqui passavam
Foram barradas pelo Olho D’água para abastecer a população
É de serventia salutar ao povo varzealegrense
Mas, fica a saudade de suas cheias primorosas a encantar

A serra ao fundo, a carnaubeira, o cavalo se alimentando da relva
A gota d’água brilhante em contraste do verde do capim
O homem sertanejo sempre esperançoso trabalhando a terra
Tudo que nos alegra, vi hoje cedo no meu lugar.

Marcos Filho






quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Introdução à Teoria Geral da Administração

Fechando a leitura do livro “Introdução à Teoria Geral da Administração”, nona edição, de 2014, obra do consagrado autor Idalberto Chiavenato.

Esse é um livro indispensável no currículo de toda e qualquer pessoa que deseje conhecer sobre a ciência da administração. Foram alguns meses de leitura e de estudos que valeram a pena.

No Brasil, os cursos de graduação em Administração são novos em comparação a outras ciências. O curso foi criado pela Lei nº 4.769, de 9 de setembro de 1965. Portanto, tem 52 anos incompletos em janeiro de 2017.

Nos Estados Unidos, os primeiros cursos na área de administração surgiram em 1881, ainda no século XIX, com a fundação da Wharton School.

Feito esse breve relato do nascimento do curso de administração, volto ao livro. É uma obra primorosa, uma viagem pela principais correntes e pensamentos que formataram e continuam contribuindo para uma ciência que tem se aperfeiçoado ao longo dos tempos.

O livro nos coloca frente a frente com os mais consagrados nomes influenciadores da administração como Frederick Taylor, Henri Fayol, Elton Mayo, Frederick Herszberb, Max Weber, Peter Drucker, entre outros.

Introdução à Teoria Geral da Administração é um profundo estudo que não se limita à história, mas que mergulha nas teorias, explora seus conceitos, dar dicas, critica essas teorias, sugere aplicação, eleva o nível com diversos exercícios. Reflete o passado da administração com seus desdobramentos e aponta as tendências futuras.

As abordagens Clássica, Humanista, Neoclássica, Estruturalista, Comportamental, Sistêmica, Contingencial e as novas abordagens são devidamente explicadas.

Me impressiona o quanto a administração é uma ciência complexa, englobando influências de outras ciências, tais como sociologia, matemática, psicologia, tecnologia da informação, entre outras.
Posso concluir que administração é uma ciência complexa e ao mesmo tempo apaixonante. Uma ciência que evolui com o homem que vive em mudanças comportamentais devido ao seu próprio ambiente, em constante transformação.

Introdução à Teoria Geral da Administração, foi um investimento financeiro, cujo preço, um pouco “salgado”, cá pra nós, se transformou em valor e conhecimento e isso não tem preço.

Marcos Filho


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Nada fantasioso


Esse foi o ano de juntar os centavos e de fazer retalhos políticos. A recessão provocou engessamento da atividade econômica gerando uma massa de mais de 12 milhões de brasileiros desempregados.

Nos governos um festival de desgovernos que deu o tom desritmado de Brasília a Várzea Alegre.

A fantasia que por um tempo encantou-nos como uma nação em franca ascensão, mesmo diante do descompasso que já acompanhava as ditas nações ricas e de primeiro mundo não demorou a virar farrapos.

A falta de trabalho e seus salários refletiu na vida dos brasileiros ferindo nossa vaidade. Até nossa pequena Várzea Alegre chegou a tempos dourados e acreditamos que éramos a cidade do futuro dessa região caririense, mas não deu. A emoção durou como música apenas de refrão.

Caímos com o Brasil e com sua política administrativa de faz de conta. A realidade que bagunçou a política nacional que fez dos ex-parceiros Dilma e Temer inimigos ferrenhos até que um tomou o cargo do outro, também teve sua versão varzealegrense, respeitadas as devidas proporções.

Aqui nas planícies das terras varzealegrenses, foi um pouco diferente do show do planalto, mas, não deixou de ter semelhança. O prefeito Vanderlei Freire e o ex-prefeito e compadre Zé Helder desceram na avenida política desfilando por escolas diferentes.

Na gestão, Vanderlei sai pela porta dos fundos de uma administração que sofreu os mais terríveis desgastes, em consequência de uma crise que esvaziou os cofres públicos da casa verde.

Zé Helder volta já, já. Mas, também deve está assustado, sem dúvida com o que virá pela frente. O cenário que irá pisar a partir de janeiro de 2017 é mais realidade do que as fantasias dos tempos de suas duas bem-sucedidas gestões. O povo aposta todas as fichas nele, credenciado por sua experiência política.

2016 foi um ano que o povo se cansou da velha Câmara de Vereadores e botou 12 para o banco de reservas para refletir sobre qual deve ser mesmo a função do vereador. Novatos eleitos, uma vereadora remanescente e um cacique que volta, falam assustados: Ah, temos que está ao lado e próximo do povo.

No comércio, algumas empresas não resistiram e saíram de cena. Outras continuam remando, mas estão com braços cansados. A lógica do governo não é nada franciscana. Com relação ao pagamento de impostos, no Brasil e dando que não se recebe.

E para quem pensa que tudo muda da noite para o dia, em se falando de virada do ano, muda mesmo apenas a data do calendário quando 31 de dezembro de 2016 dará lugar ao 1º de janeiro de 2017. 2017, por sua vez promete ser mais um ano nada fantasioso.

Marcos Filho




terça-feira, 29 de novembro de 2016

A importância do vereador

Na cidade de Várzea Alegre, a composição da Câmara Municipal conta com treze vereadores.

Nestas eleições de 2016, cinco parlamentares não concorreram à reeleição, sendo que dois deles, saíram como candidatos a vice-prefeitos – Luiz do Conselho (PRB), compôs com o candidato derrotado Homero Fiúza (SD), e Dr. Fabrício (PV), venceu a eleição na chapa com Zé Helder (PMDB).

Motivos outros levaram figuras tarimbadas na política, como Galego de Celso, Antônio Sebastião e Chico Clementino a desistirem da disputa neste ano.

E dos veteranos que partiram para a disputa, a maioria amargou a decepção das urnas, com a população dizendo não à renovação de seus mandatos.

Até mesmo aqueles carregavam algum grau de certeza de que teriam o apoio do voto popular para voltar à Câmara foram surpreendidos com a revelação das urnas.

E a disputa pelo cargo de vereador na cidade de Várzea Alegre não foi fácil. Nada menos que 46 candidatos disputaram as 13 vagas, com uma média de 3,53 candidatos por uma vaga. Uma concorrência acirrada.

Neste meio, nesta luta, entre velhos e novos nomes, pessoas de diferentes acepções políticas, classe profissional e nível de instrução – Professor, engenheiro, médico, jornalista, políticos de carreira, advogados, semianalfabeto, entre outros.

Um fato concreto é que, nesse bolo todo, pouca gente escapou. O povo levou para as urnas e emplacará na Câmara Municipal de Vereadores a partir de primeiro de janeiro de 2017, 11 novatos, reconduziu um veterano e deu a oportunidade do segundo mandato para uma vereadora remanescente da atual composição legislativa.

O recado das urnas pela renovação, deixou um certo sentimento de desgosto para alguns veteranos que se debruçam em pensamentos, tentando entender o quadro.

Seria mesmo o desejo pela renovação? Ou seria o desgaste da classe política? Ou ainda o desprestígio do vereador? Ou seria a confusão de papeis que o eleitor faz quando pede ao vereador e não é atendido, pois não é sua função executar, mas legislar, apresentar propostas, torcer para que o executivo faça e fiscalizar as ações do poder executivo? As indagações são muitas e cada um se encaixa em situações diversas.

Pode ser, que depois de muita reflexão, cada um que concorreu e ficou sem mandato, encontre sua própria explicação para o fenômeno das urnas nestas eleições e decidam corrigir as rotas que os aproximem novamente dos eleitores e do sucesso nas urnas.

Os novatos já devem estar atentos a esse recado. Por essa razão, devem planejar o mandato em cima de propostas e não apenas ir à Câmara para o enfrentamento desgastante entre oposição e situação, com a máxima definida pela seguinte tarja: Se o meu grupo erra defendo o erro, se acerta enalteço o acerto; se o grupo opositor acerta, para mim está errado e se erra está mesmo condenado.

A perda de tempo com as querelas políticas atrasa o progresso das questões que de fato são importantes para a cidade e isso o cidadão já notou.

O vereador é uma figura pública com um mandato de quatro anos para mostrar ao povo que sua função vai além de indicar nomes de ruas ou títulos de cidadania. O vereador deve valorizar sua função, seu cargo, a Câmara e os colegas.

O vereador é o agente entre o povo e o prefeito, trabalhando suas causas comunitárias, solucionando os problemas do conjunto da população. Vai além. É o vereador os olhos do cidadão na aplicação dos recursos públicos, não permitindo que o cidadão seja lesado e tenha o patrimônio público prejuízo e o povo amargue a desgraça da falta de desenvolvimento da cidade e assistência ao cidadão.

Para o cidadão consciente, o vereador é tão, ou mais importante que o prefeito, dada a sua proximidade com o povo e seus problemas, sendo carreador das soluções, mesmo estando a caneta e autoridade para executar a ação nas mãos do prefeito.

O vereador é elemento social dos mais importantes e, percebendo sua influência no conjunto das transformações sociais, deve sair da mesmice e trabalhar, não apenas ao lado de um partido ou de um grupo político, mas ao lado do povo, dono do seu mandato, e por extensão dos mandatos do prefeito e do vice-prefeito.

Não deve ainda, o vereador buscar o isolamento, achando que a independência, o faz forte. Quem fortalece o parlamentar é o povo, são as boas ideias do grupo e o trabalho de interdependência que o faz homem urbano e social.

Marcos Filho





segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Tratando com colaboradores

Lidar com pessoas é sempre tarefa complexa. Envolve comportamentos e individualidades. Dentro das empresas, lidar com os colaboradores é grande desafio, especialmente, quando a empresa, geralmente empresas pequenas e com administração amadora, não têm sua política de trabalho bem definida.

Às vezes, há confusão de funções, e os colaboradores se sentem tão donos da situação, que enveredam por criar suas próprias regras, quase sempre em benefício próprio e em desfavor da empresa.

O erro, nestes casos, quase sempre é da gerência da empresa. Toda empresa tem que ter sua política de trabalho bem definida, e isso deve ser claramente apresentado ao colaborador na hora de sua contratação.

Em regra, os três meses de experiência dentro da empresa serve como período de avaliação para incorporar ou não o colaborador à empresa.

Mas, se você já está com seu time completo e observa uma série de problemas, tais como: funcionários que não cumprem horários, que falam mal da empresa e que influenciam até os seus melhores colaboradores para os desvios de condutas, é hora de repensar sua empresa, sua política de trabalho e forma de contratação.

Mas, também não precisa sair gritando e batendo boca com os colaboradores que estão prejudicando seu negócio. Nestes casos, é bom conversar. Saber realmente o que se passa com o colaborador, se naquele momento ela passa por problemas pessoais e se tem como, através do diálogo, alinhá-lo ao sistema de trabalho da empresa. Caso seja mesmo descompromisso, é o momento de avaliar se sua empresa tem mesmo que manter esse funcionário-problema.

Ao fazer sua constatação, analisando os pontos favoráveis e contrários, é hora de decidir se ele fica ou se é melhor que saia.

Entenda que sua empresa não é local para paternalismo ou práticas de caridade. Sua empresa é local de trabalho e da busca de lucros. É local de boas relações de trabalho e que todos devem estar alinhados com os objetivos e metas da empresa.

Lembre-se: nada de bater boca com colaborador. Na verdade, a empresa não demite, é o funcionário, por sua postura diante da empresa, quem se demite ou se firma na empresa.

Marcos Filho




sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Em Várzea Alegre, ao menos sete lojas na Black Friday

O Black Friday, evento que movimenta o comércio varejista e de serviços com super descontos envolve ao menos sete lojas de segmentos diferentes na cidade de Várzea Alegre.

O presidente da CDL, Luiz Fernando Costa Cavalcante, disse que vê com boa expectativa algumas promoções que as lojas estão fazendo em Várzea Alegre, porque são ações recomendadas pela CDL, para que aproveitem as promoções, as datas comemorativas para movimentar as vendas. “Isso estimula os clientes a fazerem suas compras” – disse.

Luiz Fernando acredita que com o Black Friday haverá aumento significativo das vendas das lojas que aderiram ao evento.

Em Várzea Alegre estão participando da Black Friday as lojas Casa & Cia, O Boticário, Zenir Móveis, Macavi, Empórium Confecções, Mult Escolha Cosméticos e Pereqtê.

Lojas como a Casa & Cia, que atua no varejo de móveis e eletrodomésticos, intensificou publicação nas redes sociais, em rádio e som volante, montou estrutura na frente da loja e conseguiu atrair maior movimentação nesta manhã promocional.

No ano passado, não houve adesão de lojas ao Black Friday. Este ano, sete lojas participaram, o que pode aumentar a participação no evento do ano que vem.

Nara Patrícia, gerente-executiva da CDL, disse que em Várzea Alegre existem 116 empresas associadas à entidade, porém o potencial comercial de Várzea Alegre conta muitas lojas de diversos segmentos.

Levando em consideração as lojas participantes e o número de associados, a adesão ao Black Friday em Várzea Alegre é de 6,03%.

Black Friday é uma ideia que nasceu nos Estados Unidos e que já ganha outros países como Canadá, Austrália, Reino Unido, Portugal, Paraguai e Brasil, entre outros.

Em sua 6ª edição no Brasil, o comércio espera superar o momento de retração econômica, com expectativa de faturar R$ 2 bilhões, um aumento de 30% em relação ao evento do ano passado.


Os consumidores, geralmente aproveitam as promoções da Black Friday para antecipar as compras de Natal.





Fotos de Laece Oliveira

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Yes, nós temos “Black Friday”

Yes, nós temos “Black Friday”. A loja de peças íntimas Pereqtê aderiu ao movimento que leva milhares e milhares de pessoas às lojas na última sexta-feira de novembro para comprar tudo mais barato e antecipar os presentes de Natal. Aqui, na Pereqtê, será no sábado

Black Friday é uma expressão em inglês que significa sexta-feira negra. É também um evento realizado depois do Dia de Ação de Graças, comemorado nos Estados Unidos e no Canadá.


Uma boa sacada da turma da Perequetê!

CDL em novas instalações e com campanha para o comércio

Fotos de Augusto César
Tive a oportunidade, de na sexta-feira, 18, como diretor comercial, acompanhar mais uma ação da CDL - Câmara de Dirigentes Lojistas de Várzea Alegre, que vem realizando um trabalho de valorização dos lojistas e comerciantes da cidade.

A entidade passou por um processo de reestruturação e vem garantindo aos associados assistência com cursos, treinamentos, palestras e atendimento no escritório com informações sobre o SPC – Serviço de Proteção ao Crédito, entre outros serviços de importância para os comerciantes da cidade.

Na última sexta-feira, foram inauguradas as novas instalações da CDL com melhor espaço para atendimento ao público e também com um auditório climatizado, que as empresas associadas poderão alugar, por preços acessíveis, para realizar reuniões ou ministrarem cursos para suas equipes.

A CDL também lançou a oitava edição da Campanha Natal Premiado, com objetivo de aumentar as vendas no comércio local, dando musculatura à economia da cidade e fortalecendo a rede comercial.

A diretora-executiva da CDL, Nara Patrícia, apresentou aos empresários a campanha Natal Premiado e suas regras. A campanha sorteará, no dia 14 de janeiro, uma moto 0KM e cinco vale-compras de R$ 500,00.

O evento contou com as presenças Maria Helena-Analista do Sebrae Cariri; Tânia Porto - Articuladora do Sebrae Cariri; Cácio Pereira - Delegado do CRA – Conselho Regional de Administração e Representando do IDJ; e de José Helder Máximo de Carvalho - Empresário e Prefeito eleito de Várzea Alegre.


Parabenizar o presidente da CDL, Fernando Cavalcante e todos da equipe pelo esmero em fazer o serviço bem feito.  


Crescendo na crise

Empresários de todo o Brasil chegam ao final de 2016 numa tremenda briga com a crise econômica para manter as portas de suas empresas abertas.
Na verdade, não é mesmo nada fácil. A crise, que muitos insistem em querer fechar os olhos para ela, fez e faz um estrago dando, e muitas empresas tiveram que fechar as portas.

Mesmo aqueles empresários que dizem que não querem participar da crise, eles serão afetados por ela. Não tem essa de dizer: Eu não tenho crise, ou, minha empresa não conhece a crise.

Mesmo que você seja extremamente otimista e mesmo que você insista em afirmar que não faz parte da crise, ela já afetou ou vai afetar sua empresa, na parte em que ela é mais sensível, nas finanças.

Só para se ter uma ideia do quanto essa crise é pesada, em 2016, o mercado varejista deverá somar, ao final do ano, 6% de perdas. As pessoas estão dizendo que vão comprar menos no natal e muitas outras estão guardando suas reservas temendo o pior. Então, a crise está aí e é forte.

Diante dos fatos, constatamos que não dá para ir para a luta sem conhecer o adversário. Por essa razão, o conhecimento sobre a crise pode ser, de fato, o sucesso para as empresas.

Você pode até me questionar: Como você falou só em crise e nossas empresas pode ter sucesso neste momento de turbulência?
Muito bem. Vamos ao que interessa neste momento de crise e de oportunidade de crescimento.

Essa não é nossa primeira crise. Já atravessamos momentos muito ruins da nossa economia, inclusive com inflação galopante e que todos os dias nosso dinheiro diante dos produtos valia menos e as maquininhas de remarcação chegavam a esquentar de tanto trocar preços de produtos.

Mesmo, assim, empresas que acreditaram no seu potencial, se organizaram e não abandonaram a luta, sobreviveram. E escaparam porque foram competentes, criativas, competitivas e ousadas.

O certo é que, em tempos de crise, as pessoas vão continuar comprando. Pode ser até numa quantidade moderada, mas, sempre haverá gente comprando, trocando, fazendo negócios. E essas pessoas só fazem negócio com quem está no mercado.

Quem vai ficar com a fatia do dinheiro nesta crise e manter seus negócios, são as empresas que não desistem da luta, conhecem o oponente, sofrem o ataque, mas, revidam com inteligência, se mostram como alternativa e como solução para os resolver os problemas dos seus clientes.

A crise é uma oportunidade, como nunca existira, para configurar a troca de mão do dinheiro. As empresas que desistiram da luta, ou seja, que estão baixando as portas, estão deixando no mercado dezenas, centenas, milhares de clientes, que vão continuar comprando. Sua empresa tem que está pronta para receber essa fatia do mercado.

Então, pare de reclamar. Fale sobre crise com a confiança de um vencedor. Conheça a crise e saiba quais os seus pontos fracos e os pontos fortes que sua empresa tem para combate-la com eficiência. Você é capaz e sua empresa agradece.
Marcos Filho


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Nós os elegemos e nós os tiramos.

Nos últimos dias, após encerradas as eleições municipais, muitos têm sido os comentários e avaliação do processo eleitoral.
Fala-se claramente em “recado das ruas”, refletido nas urnas em alta soma de votos brancos, nulos e de pessoas que decidiram não votar.

O recada das ruas é importante para que os políticos meçam suas atitudes e condutas após a investidora do cargo público, seja na presidência da república, no senado, na câmara federal, nas assembleias legislativas, nas prefeituras ou nas câmaras de vereadores.

Onde a voz das ruas se fez mais forte foi na cidade de Várzea Alegre, atingindo em cheio a Câmara Municipal de Vereadores. De um total de treze vereadores da atual legislatura, dos que concorreram, apenas a vereadora do PC do B, Professora Dedê, conseguiu renovar o mandato.

O povo decidiu pela renovação de 92,30% dos parlamentares da cidade de Várzea Alegre.

Pois bem. Chega à Câmara Municipal, a partir de janeiro de 2017, nada mais, nada menos do que onze vereadores novatos. A população nutre a esperança de que esses parlamentares não estejam viciados pelo velho sistema político e deem mais atenção ao que realmente é de interesse público.

O vereador tem alta responsabilidade na condução administrativa da cidade, portanto, não pode ir para a Câmara Municipal apenas com a tarefa de defender ou acusar o governo.

A missão do parlamentar é sublime, tendo foco na fiscalização das ações da Prefeitura, zelando pela correta aplicação dos recursos municipais.

A premissa de fazer leis e acompanhar suas execuções pela administração é do vereador, não cabendo, pois, a esta autoridade o desleixo de deixar que o mal feito aconteça, ou que o que bom deixe de ser executado, pelo simples fato de ser da bancada da oposição ou da situação.

Na verdade, o vereador deve ser oposição a tudo que atente contra os direitos do cidadão e a favor de todas as ações que brindem a população com assistência e progresso da cidade.

O vereador deve participar das sessões da Câmara, mas não apenas das reuniões, deve sair ao encontro das comunidades, conversando sobre seus problemas e trabalhando pela solução dos mesmos.

Se trancar em um gabinete, rodeado de assessores, pode ser o sufocamento do mandato, já que a população deu seu recado.

Não quero entrar aqui no mérito financeiro das campanhas, já que há quem diga, que o dinheiro, ou poderio econômico exerceu influência na escolha dos parlamentares varzealegrenses. Quero centrar no ponto no qual o vereador deve estar atento ao seu papel, participando ativamente da vida administrativa da cidade.

Recomendo aos parlamentares varzealegrenses estarem sempre relembrando o recado que veio das ruas, refletido nas urnas: Nós os elegemos e nós os tiramos.

Marcos Filho


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Cuidado com o cavalo chucro

Já falamos aqui, em outra oportunidade, da situação de miséria financeira na qual se encontram mergulhadas as prefeituras do Brasil.

A grande maioria das prefeituras segue o mesmo calvário de muitos dos estados, de situações sofríveis, amargando os resultados da recessão, com a indústria parada ou engessada e uma nação de doze milhões de desempregados.

Notícia boa mesmo só a entrada de recursos, advindos de impostos sobre valores financeiros aplicados fora do Brasil e não declarados até então à Receita Federal, somando mais de R$ 50 bilhões. Esse dinheiro está como remédio que alivia a dor de dente, mas diz que se não for ao dentista, logo retornará.

Fruto dessa repatriação, cabe ao município de Várzea Alegre, a soma de R$ 1.545.950,80 (um milhão quinhentos e quarenta e cinco mil novecentos e cinquenta reais e oitenta centavos). Parece muito mais não é. Isso porque as contas da prefeitura não fecham há muito tempo. A notícia é boa, mas, é como falamos, alivia, mas não cessa a crise.

Dentro da esfera administrativa, o governo do prefeito Vanderlei Freire, foi duramente castigado por essa crise financeira e teve seu desenvolvimento comprometido. Foi um desafio desleal com a gestão que não conseguiu andar, embora os esforços.

Essa crise, segue seu ritmo como um cavalo chucro e desembestado. Não vai parar agora, e talvez esteja ainda pior para o próximo ano. Uma tarefa desafiadora para o prefeito eleito, Zé Helder.

O cavalo chucro da crise vem atropelando e é bom que os futuros prefeitos já comecem a fazer o dever de casa, preparando o terreno para cercar a crise e suportar os coices.

Medidas de contenção como enxugamento de despesas e das estruturas do governo são urgentemente os primeiros passos a serem adotados pelos gestores a partir de 2017.

Nos voltando para Várzea Alegre, nossa terra que queremos bem e a desejamos bem estruturada e com desenvolvimento, recomenda-se a diminuição do número de secretarias e extinção das subsecretarias. Acho absurdo essas subsecretarias numa cidade tão pequena ainda. Hoje a prefeitura conta com onze secretarias, e logicamente, com onze subsecretarias. Então, essas secretarias, que foram recém-criadas, podem passar por um processo de fusão, extinção ou serem transformadas em departamentos. Exemplo: à secretaria de Educação pode muito bem ser agregada a secretaria de Esportes como departamento.

A secretaria de Cultura e Turismo, que mais serve para a realização de eventos do que à pesquisa e valorização da cultura, também pode vir a ser braço da secretaria de Educação. Ainda tem a secretaria de Meio Ambiente, que também poderá ser transformada em departamento ou passar por fusão com outra secretaria cuja pasta tenha afinidade.

Outras medidas no contexto de achatamento da estrutura organizacional, num processo de downsizing, é o caso de muitas funções, departamentos e cargos de confiança, que podem ser extintos.

Outro ponto crucial para evitar gastos públicos e direcionar investimentos ao que realmente é necessário é não realizar o calendário de festas populares em sua totalidade. Várzea Alegre tem no seu calendário cultural cinco festas enormes – Carnaval, Festa de Agosto, Festa do Município, Festival de Quadrilhas Juninas e de Fim de Ano.

O futuro governo, deve preservar os eventos mais culturais, como no Carnaval o apoio às escolas de samba, realizar um festival junino mais à moda da casa, seguindo o mesmo roteiro para o aniversário da cidade e festividades de fim de ano. Inclusive, o grande Carnaval de Várzea Alegre, aquele que é realizado em praça pública, deve acontecer em parceria com a iniciativa privada e no caso de querer manter outras datas com festas de maior representatividade, a saída deve ser firmar parceria com a iniciativa privada. Não há dinheiro nos cofres públicos que permita a extravagância da realização de festas enquanto o povo sofre por falta de serviços essenciais.

A prioridade do futuro governo, na realidade, deve ser o servidor público e sua valorização, investimentos para o bom funcionamento da educação, saúde, segurança pública, agricultura e infraestrutura.

Outro caminho é se esmerar para encontrar formas de gerar emprego e renda na cidade, por suas diversas fontes. O desafio não é pequeno, mas é possível superar a crise agindo com racionalidade e criatividade. Cuidado com o cavalo chucro.

Marcos Filho

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Gostei do festival

O VI English Music Festival e o II Festival de La Lengua Española, realizados na noite desta quinta-feira, 27, na Escola Estadual de Educação Profissional Dr. José Iran Costa, aqui em Várzea Alegre, foi contagiante.
Alunos da escola, que estudam inglês e espanhol, mostraram, além do conhecimento dos idiomas, cantando e tocando, talento.

Posso descrever como uma riqueza de talentos. Gente bonita, inteligente. Uma geração realmente antenada, e que recebe da escola, o que mais se espera: Oportunidade.

Foge ao clichê sala de aula, aula, professor atividades. Foi divertido. Envolveu emoção, famílias, amigos. Envolve o que falta nas esquinas secas da cidade: criatividade.

Essa é mais uma boa cartada dessa escola que veio para transformar Várzea Alegre pelos caminhos da educação de compromisso. Diretores, professores e alunos, meus parabéns. Gostei do que vi e ainda mais do que ouvi.


Pegando do face da amiga Luciene, colaboradora dessa importante instituição de ensino, os vencedores: Vanessa - 3° ano de Secretaria - 1° lugar em Espanhol e Tamira Pinho Lima - 2° ano de Secretaria - 1°lugar em Inglês .






Você conhece o seu pior inimigo?

Não importa onde você esteja ou o que está fazendo, seu pior inimigo está sempre com você - seu ego. "Não é o meu caso", você p...