Quem é você?
Que segredos carregas no coração que saltam aos olhos?
Por que tantos temem sua presença se não trabalhas a ofensa?
Quem és tu, que todos te olham diferente?
Que diferença carregas entre tantos mortais?
Por que será que te odeiam e te amam?
Onde estão teus segredos que não se ver no corpo?
Carregas tu, segredos na alma?
És tu, transparente?
Você é anjo ou é pecado?
Que cheiro tem teu corpo?
É verdade que o claro dos teus olhos enxergam no escuro?
Quem é você?
Viestes ao mundo para a concórdia ou para a discórdia?
Quem fez de te homem conseguiu te esquecer?
É verdade que todas que provam de te enlouquecem?
Me diga: Quem é você?
Passas sempre por perto mas não fala
Cadê sua voz?
Passou e deixou um perfume diferente
Qual boticário te perfumas?
Você é misterioso.
Mas, por que e para que?
E para quem?
E por quem?
Dizem que é um anjo
É verdade ou mentira?
Para quem te apresentas puro?
Para quem és pecado?
Para quem és anjo?
Você chora?
Sempre te vejo sorrindo
Escondes algo que te machuca?
Por que não falas?
Anjo, puro
pecado
Mudo
Quem é você?
sábado, 22 de outubro de 2016
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
5 razões pelas quais os melhores colaboradores se demitem (mesmo quando gostam do trabalho)
Há um infame ditado popular no meio corporativo que diz que
“quem não está contente que vá embora“. É o tipo de fala utilizada em culturas
organizacionais baseadas no medo. Isso dava bastante certo há décadas, mas,
caso você ocupe uma posição de liderança em 2016, prepare-se para as
consequências ao proferir essa frase.
Perder um ótimo funcionário é algo terrível. Há a despesa de
encontrar, integrar e treinar seu substituto. Há a incerteza sobre o rendimento
do novo colaborador. Há a dificuldade do resto da equipe até que a posição seja
preenchida.
Às vezes, há uma sólida razão por trás da decisão de ir
embora — problemas de relacionamento, motivos pessoais ou uma proposta muito
boa para ser rejeitada. Nesses casos, mesmo que seja uma transição difícil, não
há nada que você possa fazer.
E quanto ao resto?
Manter seus melhores funcionários começa com entender o
porquê de as pessoas saírem. Em um artigo publicado no site Inc, a autora Lolly
Daskal explica algumas razões pelas quais os colaboradores se demitem, que
traduzo agora para o português.
1 – Excesso de hierarquia
Independentemente do tamanho da empresa ou do segmento de
atuação, cada local de trabalho precisa de estrutura e lideranças, mas uma
organização extremamente vertical deixa os trabalhadores infelizes. Se os
gestores cobram ótimos resultados, mas não valorizam a geração de ideias e
centralizam o poder de decisão, não espere que metas sejam alcançadas. Valorize
as boas ideias e dê liberdade para que elas sejam colocadas em prática. Ninguém
fica feliz ao ter que se reportar para três ou quatro níveis hierárquicos que,
muitas vezes, sabem menos sobre determinado assunto.
2 – Excesso de trabalho
Qualquer função desempenhada passa por alguns períodos de
estresse e sobrecarga, mas nada suga tanto a energia — física e mental — de um
colaborador quanto o excesso de trabalho. E, muitas vezes, são os melhores
funcionários — os mais capazes e comprometidos — que ficam mais
sobrecarregados. Constantemente esses caras assumem mais e mais tarefas e
projetos mostrando-se pró-ativos, mas esbarram na ausência de reconhecimento —
como promoções e aumentos de salário — e logo desanimam. E quem poderia
culpá-los? Você sentiria o mesmo.
3 – Visões vagas
O trio “missão, visão e valores” muitas vezes é meramente
figurativo. Um enfeite num quadro bonito na recepção da empresa ou em seu
website. Não há nada mais frustrante do que olhar para uma visão preenchida com
sonhos altos, mas nenhuma tradução dessas aspirações em objetivos estratégicos
que as tornem viáveis. Sem essa conexão, tudo é papo furado. Por que uma pessoa
talentosa gastaria seu tempo e energia para apoiar algo indefinido? Os
colaboradores gostam de saber que estão trabalhando para um bem maior, não
apenas para que a roda gire.
4 – Falta de reconhecimento
Mesmo as pessoas mais altruístas querem ser reconhecidas e
recompensadas por um trabalho bem feito. É a natureza humana. Quando você deixa
de reconhecer o esforço de seus empregados, você não está só os desmotivando,
mas também perdendo a maneira mais eficaz de gerar melhores resultados. Se seu
orçamento é limitado para bônus e promoções, há muitas formas de baixo custo
para fornecer o reconhecimento — uma palavra de apreço é gratuita. É bastante
conveniente pedir que o funcionário “vista a camisa da empresa” enquanto ela
não veste a dele. Pense nisso.
5 – Estagnação
Ninguém gosta da ideia de estar no mesmo lugar, fazendo as
mesmas coisas, pelos próximos 05 ou 10 anos — por mais que você ame seu
trabalho, novos desafios e atividades são importantes para seu crescimento. As
pessoas gostam de sentir que ainda podem progredir em suas carreiras e que todo
o trabalho duro será recompensado. Nós precisamos de aspirações. Se não há um
plano de carreira e estrutura para o crescimento dos colaboradores, eles
provavelmente procurarão isso em outro lugar. Nesse meio tempo, o cara que ouve
que “quem não está contente que vá embora” — e não o faz de imediato por ter
suas contas para pagar — estará muito mais propenso a se sentir infeliz no
trabalho e, com isso, ser menos produtivo e ter um desempenho abaixo da média.
***
Muitas pessoas que deixam seus empregos o fazem por causa de
seus chefes, não pelo trabalho ou pelo ambiente da empresa. Pergunte a si mesmo
o que pode fazer para conduzir seus colaboradores adiante e começar a fazer as
mudanças necessárias para mantê-los.
Matheus de Souza - Escreve sobre empreendedorismo, marketing
digital, criatividade e produtividade em seu blog pessoal
(www.matheusdesouza.com) e no LinkedIn Pulse — onde seus artigos ultrapassaram
2 milhões de visualizações —, além de ter textos publicados em diversos sites
como o AméricaEconomía, G1, Jornal do Empreendedor, Portal Administradores e
CONTIoutra. É sócio e Growth Hacker do Projeto CR.U.SH, startup focada em
mobiliário digital e design open source que foi premiada no Sinapse da Inovação
2016 como uma das 100 startups mais inovadoras do estado de Santa Catarina.
Malwee renova identidade e muda marca infantil
Prestes a completar 50 anos, a Malwee está atualizando sua
identidade visual. O novo logo busca refletir a essência prática e casual da
marca, com outra fonte e formas sutilmente arredondadas para conferir mais
impacto e modernidade. O verde anterior, criado pela agência catarinense CMC,
foi atualizado para o preto.
Já a marca infantil Malwee Brasileirinhos passa a se chamar
Malwee Kids, com cores contrastantes e elementos que traduzem a energia do
universo infantil e diferentes estilos de ser criança. As novas identidades
foram elaboradas internamente e passam a estampar os canais digitais e peças
publicitárias da marca a partir de outubro.
“Recentemente, passamos por uma reestruturação no marketing
do grupo e por uma questão estratégica decidimos implantar uma célula criativa
no departamento, que hoje é responsável por toda a identidade e comunicação
visual das nossas marcas”, disse Felipe Pivatelli, diretor de marcas, varejo e
marketing do grupo Malwee.
A transformação visual dos pontos de venda, etiquetas e tags
se dará de forma gradual.
Karina Júlio
Fonte: Meio e Mensagem
Marketing é mais
Marketing é muito mais do que uma frase de efeito. É um
conjunto de ferramentas que considera as pessoas, os ambientes, as
possibilidades de aceitação de rejeição, o planejamento e o direcionamento. É
emoção e razão, só que mais razão do que emoção. Na tempestade, o marketing é
caminho. O marketing é sempre inovação onde tudo e nada é absoluto, mas baseado
em colunas de pensamentos sólidos. Fomos mais que felizinho, fomos feliz de
novo. Obrigado à nossa equipe.
Marcos Filho
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Planejar o futuro governo
A alegria pela vitória dos
candidatos a prefeito e vereadores no Brasil afora logo darão lugar à realidade
que espera aqueles que assumirão os postos de administradores das cidades.
As pequenas cidades, como a
nossa Várzea Alegre têm sofrido. Várzea Alegre é um dos municípios mais
castigados pela falta de recursos financeiros, resultados da crise econômica
que derrubou as receitas nacionais e na sequência os rapasses financeiros para
os municípios.
Passadas as comemorações, o
prefeito eleito de Várzea Alegre, Zé Helder, já deve ter em mente como será sua
futura administração, desde já planejando o governo.
Zé Helder vem de duas gestões
bem-sucedidas e o desafio é, em tempos de crise, manter o ritmo dessas gestões
no terceiro mandato a partir de janeiro de 2017.
No cenário atual, a
experiência do gestor conta muito. Zé Helder tem esse know-how, mas não pode descuidar
e começar já o trabalho.
Assim como para as empresas
construir um plano de negócio é alma e o direcionamento do empreendimento, essa
peça, no conceito moderno de administração pública, como um bom plano de
governo, não pode faltar.
Quando se fala em
planejamento, não era necessário dizer, mas só para reforçar, o planejamento é
o que vem antes. Então, não se pode esperar o 1º de janeiro de 2017 para
começar esse plano, esse trabalho.
Pacificar o processo de
transição é fundamental para a construção desse projeto, que deve contar com a sensibilidade
democrática e participativa da atual gestão, cumprindo com o atual cronograma
do governo, mas com a consciência, que amanhã a cidade terá outra gestão que
depende de todas as informações para montar esse novo projeto.
As redes de transparência, os
canais de fiscalização, serão apontadores da atual situação da cidade do ponto
de vista administrativo e ferramentas fundamentais à construção do projeto da
nova gestão. Mas, ainda assim, o atual governo deverá ser colaborativo.
Hora também de pensar nas
capacidades humanas, ou seja, nas pessoas que estarão no time do governo futuro.
O ideal é que pese mais a capacidade do que o capital político. O conhecimento
é fundamental para que uma pasta seja exitosa no conjunto da administração
pública.
A confiança do povo, em sua
maioria, e que pede um governo voltado para todos, foi para as urnas. Agora é
hora e o momento de pensar um governo que seja transparente, capaz e voltado
para o povo. A palavra de ordem é trabalho.
Marcos Filho
Reciclagem dos políticos
Nossos políticos, no mínimo, precisam passar por uma reciclagem. Muitos ainda tratam de lidar com questões importantes para a sociedade como se o povo vivesse como há séculos.
Esse anacronismo tem que ser corrigido. A disseminação do conhecimento, com o advento e proliferação dos meios de comunicação, especialmente das redes sociais, mudou comportamentos das sociedades, mesmo estas localizadas nos mais distantes rincões do Brasil.
Mais pessoas com acesso à educação e mais pessoas enveredando pelo caminho da universidade, seja ela física ou virtual, tem influenciado sobremaneira novas posturas da sociedade.
O Povo começa a assumir maior protagonismo na política, resultado da consciência, por meio do conhecimento, de que todo poder emana do povo.
Sendo assim, as questões relativas ao que é próprio da sociedade, como a entrada e aplicação de verbas públicas, pagamento de salários de parlamentares, prefeitos e servidores, passam a ser questões fiscalizadas e acompanhadas.
A reciclagem dos nossos políticos em situação de anacronismo ou de vetusto passa pela condição de abrirem as mentes para compreender que as coisas mudaram.
O momento exige um político desprovido de qualquer aberração coronelista. O político atual deve ser aberto, democrático, aceitar a participação popular como uma solução para os problemas das cidades e não como empecilho.
Aos poucos, os favores prestados para poucos e que sustentam muitos políticos no poder, começam a ser trocados pela política pública que favorece a todos.
É reordenamento do corpo social cobrando, não privilégios particulares, mais que os benefícios públicos, bancados com dinheiro público, beneficie a coletividade.
Já que nossa política é velha e com nomes sempre velhos, sempre ligados a oligarquias e a grupos, é hora da reciclagem. Os políticos não podem ficar presos no passado. Os coronéis da política devem ser enterrados e só podem retornar como figura histórica, hodiernamente, sem valor real.
Marcos Filho
Marcos Filho
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Avaliando a campanha
Terminou a refrega. O processo eleitoral que inaugurou nova
forma em 2016, com 45 dias de campanha, intensificou a disputa e os candidatos
correram contra o tempo para se apresentar ao público eleitor, utilizando os
comícios, as reuniões nas comunidades, as caminhadas e tendo como palanque
principal a rede social Facebook.
O candidato Homero Fiúza veio para sua segunda disputa, numa
crise de liderança política dentro do grupo ao qual pertence, com o principal
nome, João Eufrásio Nogueira somando rejeição à campanha.
O prefeito Vanderlei Freire, apesar do esforço, também somou
à campanha a desaprovação do seu governo, o que elevou em 51%, de acordo com o
IBOPE, a rejeição do candidato Homero.
O grupo de João Eufrásio Nogueira acumula quatro derrotas
consecutivas – 2004, 2008, 2012 e agora em 2016. Mesmo assim, obteve votos dos
eleitores mais identificados com a corrente política. Mas fica o recado de que
precisa repensar suas estratégias e até recompor lideranças.
A queda na votação de Homero, mesmo com a soma de votos
levados pelo prefeito Vanderlei, mostra que há algo a ser repensado dentro do
grupo.
Fica certo que para o grupo de Homero ganhar força, tem que
está mais presente em Várzea Alegre, atendendo seus correligionários,
construindo novas lideranças.
Zé Helder, por outro lado, mostrou liderança e exímia
articulação política, tendo construído seu palanque com as lideranças que
sempre o apoiaram, inclusive, mantendo o líder Dr. Pedro Sátiro dentro do
grupo, tendo este, participado ativamente da campanha.
O mote escolhido pela campanha de Zé Helder foi trabalhar em
cima das falhas cometidas pela administração passada de João Eufrásio, da atual
gestão de Vanderlei e a falta de experiência de Homero. Mais uma vez a fórmula deu certo.
Agora, Zé Helder chega à prefeitura pela terceira vez, com
um cenário político que vai exigir dele, capacidade para administrar,
principalmente, abraçar todos os partidos políticos em número de treze, que
formaram a coligação.
Zé Helder deve trabalhar para mostrar sua força como
administrador, mas também solidificar ainda mais sua liderança e preparar o
caminho do seu sucessor.
Terá que se alinhar com a Câmara Municipal, onde fez maioria
mínima, ao eleger 7 vereadores de sua base política. Aliás, a Câmara Municipal
sofreu forte renovação e apenas dois vereadores eleitos têm experiência
legislativa: Professora Dedê, eleita para o segundo mandato, e Zé Batista,
veterano que volta à Casa.
Mas, como falei num comentário no início da campanha que
venceria o pleito quem melhor construísse articulações políticas. Os candidatos
Zé Helder e Dr. Fabrício tiveram mais habilidade nesse quesito. Transcrevo
trecho do artigo que escrevi em 24 de julho de 2016: “Agora, a vitória será
daquele que melhor souber formar alianças e for mais articulado com o
eleitorado. Logo a verdade das urnas, em 2 de outubro, dirá quem foi mais hábil”.
Não é profecia é estudo.
Marcos Filho
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