quinta-feira, 30 de julho de 2015

Plano Safra destina R$ 689 milhões ao Ceará

Foi lançado ontem, no Ceará, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2015/2016, que disponibilizará, ao Estado, R$ 689 milhões para a assinatura de cerca de 140 mil novos contratos de financiamento de projetos da agricultura familiar e agroindústrias. O anúncio foi feito durante solenidade que contou com a presença do governador Camilo Santana e do ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, no Palácio da Abolição.
O Ceará é a primeira unidade da federação a receber o lançamento do Plano Safra Agricultura Familiar 2015-2016 – cujo valor total estabelecido para o País, anunciado pelo Governo Federal, em junho, é de R$ 28,9 bilhões para operações de custeio e investimento na agricultura familiar em todo o País. “Nós avançamos e temos os valores do Pronaf em 20%, os juros também foram mantidos abaixo da inflação”, destacou o ministro Patrus Ananias. As taxas do programa continuam negativas, variando de 2% a 5,5%, dependendo da região e do valor financiado.
Os recursos poderão ser contratados via programas como o Fundo Estadual de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Fedaf), Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), além de outros programas, como o crédito fundiário da Caixa Econômica Federal, que já disponibiliza o montante de R$ 1,2 milhão para custeio de projetos produtivos. O pequeno produtor que se interessar pelo novo programa pode procurar a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) para receber orientações técnicas. Com o projeto pronto, ele deve buscar instituições como o Banco do Nordeste (BNB) ou o Banco do Brasil (BB) para se inscrever na linha de crédito.
Fonte: O Estado

Importância
“O Plano Safra prevê recursos garantidos, com juros subsidiados e negativos, do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), entre outros programas de crédito. Esse é um dinheiro que auxiliará os agricultores a comprar suas rações, animais, aparelhagens para produção de leite, comprar de veículos para ajudar a distribuir a sua produção. Tudo para que possa melhorar a produção agrícola e pecuária”, destacou o governador Camilo Santana.
Ele informou, também, que o Ceará é o primeiro estado do Nordeste a ter o maior número de agriculturas asseguradas e que começarão a serem pagas agora, com 320 mil agricultores cearenses beneficiados. Para o ministro, o pioneirismo cearense se dará inclusive nas questões agrárias de todo o Nordeste. “Os caminhos do Brasil passam pelo Ceará, que foi o primeiro estado que aboliu a escravidão. Por isso quero que o estado também seja lembrado, no futuro, por cumprir o princípio da função social da terra”, destacou Patrus Ananias. “Esse Plano Safra é mais um testemunho e exemplo de que não houve nenhum corte para o investimento na agricultura familiar, ao contrário, houve um aumento, com a disponibilização de 20% a mais de recursos”, ponderou Camilo Santana.

Ampliação
Além do crédito, o MDA vai ampliar os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) no Estado. Ao todo, mais de 45 mil famílias de agricultores cearenses serão atendidos por mais de 900 técnicos. O Plano Safra também prevê chamadas de Ater para: 1,2 mil jovens; três mil agricultores que praticam agroecologia; e mais de seis mil famílias atendidas pela Ater Sustentabilidade.
“Vamos avançar, também, em assistência técnica, consolidando a agência nacional de assistência técnica e extensão rural, e avançar no cooperativismo, na agroecologia, produção de alimentos saudáveis, em quantidade e qualidade, que, efetivamente, promovam a saúde e a vida das pessoas. Além disso, vamos procurar sempre, em ações integradas com os governos estaduais, assim como estamos fazendo no Ceará, o apoio aos agricultores familiares no sentido de agregar valor aos seus produtos, como na agroindústria, acesso aos mercados”, acentuou o ministro Patrus Ananias.
Outras ações deverão ser implantadas no Estado
Os Programas de Alimentação Escolar (Pnae) e de Aquisição de Alimentos (PAA) vão comprar da agricultura familiar local mais de R$ 20 milhões. Além do valor, há ainda a estimativa de R$ 190 milhões destinados à compra da alimentação escolar no estado, sendo, no mínimo, 30% (R$ 56,9 milhões) da agricultura familiar. “Ampliamos não só o “Garantia Safra” – que é o pioneiro no número de assegurados –, mas também o crédito fundiário. O Plano Safra é a garantia de cidadania e sustentabilidade de nossos homens e mulheres que produzem os alimentos que vão à mesa dos irmãos cearenses todos os dias”, comentou Camilo.
Além do plano, foi assinado, também durante a solenidade, o Acordo de Cooperação Técnica, com a assinatura da Mensagem do Projeto de Lei de Territorialização. Foram entregues três escrituras públicas da terra, de forma simbólica, situada no município de Choró. O espaço, que compreende a Fazenda Lagoinha, financiado através do programa de crédito fundiário, conta com uma área de, aproximadamente, 1.565 hectares e atenderá 52 famílias que pertencem à Associação dos Produtores da Fazenda Lagoinha, beneficiadas com o acesso à terra por meio do Pronaf.
Também estiveram presentes os secretários Dedé Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Nelson Martins (Relações Institucionais), Hugo Figueiredo (Planejamento e Gestão), Juvêncio Vasconcelos (Procuradoria Geral), Miriam Sobreira (Políticas Sobre Drogas), além de deputados, vereadores e prefeitos.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

IDT capacitará 40 jovens em duas turmas em Várzea Alegre

IDT







O Instituto de Desenvolvimento do Trabalho – IDT, do Governo do Ceará, em visita a Várzea Alegre, informou que o município foi contemplado com o projeto Juventude Empreendedora, que deverá formar duas turmas, preparando 40 jovens para o mercado de trabalho.
Para a Secretária de Assistência Social de Várzea Alegre, Maria Valdinete, essa é uma oportunidade de melhorar a qualidade da mão de obra jovem do município.
Valdinete explicou que para os jovens interessados no projeto é necessário que estejam na faixa etária de 17 a 29 anos, com a renda per capta da família de meio salário mínimo, que estejam ou que tenham cursado o ensino médio em escola pública, que não estejam participando de nenhum outro projeto social, e que tenham tempo disponível no período de setembro a dezembro, transcurso da capacitação dos jovens.
A Secretária informou que pessoas que estejam capacitadas e sejam dinâmicas, podem entrar no site do IDT, a partir desta quarta-feira, e se cadastrarem para atuarem como Agente Social ou Monitores dos cursos. Selecionadas e contratadas pelo IDT, essas pessoas trabalharão nas secretarias do governo municipal na condução desses cursos que serão ministrados para as duas turmas de Várzea Alegre.
Representando o IDT no gerenciamento do JUVEMP, Suzana Cavalcante, informou que num espaço de 4 meses esses 40 jovens receberão capacitação para atuarem nas áreas de empreendedorismo social e gestão de negócios.
O Projeto Juventude Empreendedora é uma iniciativa que busca favorecer o desenvolvimento dos valores de responsabilidade social e da cultura empreendedora na formação dos jovens em situação de maior fragilidade social e econômica, visando sua integração na comunidade, na sociedade e no mercado de trabalho.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Mudanças radicais


Causa comum do desaparecimento de muitas empresas do mercado é a perda de foco.
Muitas empresas já nascem sem foco. São abertas sem nenhum critério de avaliação do mercado, inclusive sem conhecer o perfil do cliente para o qual oferecerá seus produtos ou serviços.

Outras empresas até conseguem encontrar seu foco, seu nicho, seu público consumidor, mas, com o passar do tempo, mudam totalmente.

Essas mudanças radicais, que implicam na mudança de foco, também representam perda de clientes e dificuldades de atuação no mercado.

Conheço empresas que tinha uma excelente carteira de clientes, vendendo determinado tipo de produto, mas que, de uma hora para outra, resolveram radicalizar, trocando produtos populares por produtos de marca. O resultado foi desastroso.

Outras empresas que também tenho conhecimento, radicalizaram em reformas de suas lojas, que partiram de uma estrutura simples para estruturas tremendamente luxuosas. Essas também conseguiram espantar sua clientela.

Isso não teria ocorrido se os responsáveis por essas empresas conhecessem o perfil dos seus clientes e tivessem focado nestes. O que gera essa confusão numa troca de perfil, que resulta na perda de clientes, vem, na maioria das vezes, da mudança econômica que as empresas proporcionam com o passar dos anos aos seus proprietários e também na melhoria do seu próprio capital.

Cito aqui como exemplo, uma empresa que tem perfil para vender produtos populares, iniciada, com poucos recursos e os empresários lutando para sobreviver no mercado. Digamos que essa empresa, com o passar dos anos alcança sucesso, e os seus responsáveis conseguem melhorar o capital da empresa, e também melhorar suas finanças pessoais.

Ao melhorar suas condições financeiras pessoais, começam também mudanças comportamentais, frutos do trabalho e do dinheiro ganho. São novas roupas, carros, joias, casa nova. Coisas que o dinheiro pode oferecer.

Esses empresários que conseguiram mudar os seus perfis pessoais, começam também a implantar mudanças radicais nas empresas, trocando produtos mais baratos e de foco do público, por linhas mais caras, e até promovem mudanças estruturais nas lojas com alto grau de luxo que chegam a assustar.

O resultado disso tudo é que o público consumidor que era o foco, começa a avaliar que naquela loja não dá mais para comprar, e começa a procurar por outro fornecedor que atenda ao seu perfil.

E aí você pode questionar: É importante investir em melhorias na empresa, oferecer conforto ao cliente.

A resposta é que você tem razão. As mudanças são necessárias, mas devem estar de acordo com o perfil do seu cliente. Ofereça mais conforto e certamente você terá clientes ainda mais alinhados ao seu negócio. Mude radicalmente o seu negócio e arque com a perda de clientes.

O empresário tem que ter a consciência de que as mudanças que aconteceram em sua vida, proporcionada pelo resultado dos seus negócios, nem sempre acontecem na mesma proporção na vida dos seus clientes.

Se você passou de um pró-labore de R$ 1.500,00 para R$ 4.000,00 em um ano, o mesmo pode não ter acontecido com o seu cliente. Inclusive pode até acontecer dele ter perdido mais dinheiro ainda.

Também é importante que os empresários ouçam sempre os seus clientes na tentativa de manter-se na linha que tem levado a empresa ao sucesso. Nunca abandone seu cliente. Ele é a razão do seu negócio existir.

Leve em consideração o foco do seu negócio. As tomadas decisões para melhorias de sua empresa devem estar alinhadas ao seu público consumidor. Evite mudanças radicais.

Marcos Filho





sexta-feira, 17 de julho de 2015

Fazer o dever de casa

As pequenas, médias e grandes empresas que estão vivas e bem vivas no mercado, estão fazendo o dever de casa. Quem não consegue essa proeza, está passando por apertos, e muitas, fechando as portas.

E fazer o dever de casa é tarefa que exigi compromisso e esforço. Pegue como exemplo, o filho ainda criança, que ao chegar do colégio, tem a missão de estudar em casa as matérias recomendadas pelos professores. Muitos, se os pais não derem um empurrãozinho, não fazem nada. O resultado é desastroso. Acumulam-se as tarefas, o tempo é pouco, os estudos viram uma confusão, e ao final do ano, o estudante ou passa se arrastando ou fica para trás.

Não é diferente com as empresas. Deixar de realizar as tarefas necessárias diariamente pode comprometer todo o rendimento do negócio. O sucesso de uma empresa depende da harmonização do funcionamento de todos os setores.

A saúde financeira da empresa só estará realmente segura, se tudo andar em processos corretos. Vamos exemplificar com apenas três setores: Financeiro, compra e venda.
O financeiro fornece as condições de compra da empresa, que adquire os produtos, que passa para o setor de vendas, que gera recursos que alimenta o setor financeiro, formando um ciclo.

Quando um desses setores não consegue desempenhar com eficiência o que é de sua responsabilidade, gera o desequilíbrio do ciclo, comprometendo os resultados da empresa.

Mas, vamos ao dever de casa. Para que esse ciclo chegue ao final de um ano com sucesso são necessários esforços de acompanhamento, levantamento, pesquisa, avaliação de resultados, preparo de pessoal, estudo de mercado, entre outras atividades.

Essas tarefas, tais quais as passadas pelos professores aos alunos, são de imensa importância.

Atualmente, com mais acesso a informações, os empresários, especialmente os pequenos e médios empresários, estão numa corrida por informações sobre como gerenciar as suas empresas. Essa é uma ótima notícia. Isto significa dizer que estas pessoas querem que realmente suas empresas deem certo. 

Outro sinal dessa corrida pela informação é que, a gerencia de uma empresa baseada apenas na experiência de mercado, passa agora a buscar por conhecimentos que tornem o comando da empresa fundamentado em técnicas mais profissionais. E quando é possível aliar a experiência de mercado com novas técnicas de gerenciamento, essa empresa tem tudo para obter grande sucesso, ou implementar ainda mais sua atuação mercadológica, ganhando mais musculatura.

Existem no Brasil várias empresas prestando assessoria e consultoria, auxiliando as empresas no emprego de técnicas de administração, com conhecida eficiência. Um exemplo, especialmente para a pequenas e médias empresas, é o SEBRAE.

É importante para o empresário saber que, o conhecimento só não basta. É imprescindível que o conhecimento, uma vez adquirido, passe a ser aplicado no gerenciamento da empresa.

Geralmente, mudanças enfrentam resistências. Este é um dos primeiros desestímulos para que o dever de casa não seja feito. Mas, sabendo disto é claro esse problema será vencido.

Então. Se você deseja uma empresa de sucesso comece hoje mesmo a correr atrás de conhecimentos, e com novas técnicas à sua disposição, inicie por Planejar, Dirigir, Controlar e Agir. Isto é fazer o dever de casa.

Marcos Filho 


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Posts indevidos nas redes sociais podem ocasionar advertências e até justa causa

Hoje, com o uso das redes sociais, o cenário nas relações trabalhistas passa por mudanças, devido à tecnologia. A discussão sobre a liberdade de expressão nas redes e as demissões por justa causa cresce a cada dia nos tribunais. Para isso, o internauta deve ter de bom senso e atenção ao postar nas mídias.
Segundo Karina Kawabe, advogada da KLAW Advocacia Especializada, as citações que envolvem o ambiente de trabalho ou até mesmo a própria empresa nas redes sociais é uma ação que necessita de cautela. "Atentar contra à imagem, moral e reputação da empresa, declarar fatos falsos ou difamatórios contra a empresa ou superiores podem ensejar a justa causa imediata. Para não haver nenhum tipo de problema, uma grande saída é a política interna da empresa, com manual de boas práticas", sugere a advogada.
As leis trabalhistas asseguram as empresas de mencionar as condutas e posturas relativas ao uso das redes e da internet no contrato de trabalho ou no manual interno. Algumas possuem cartilhas e manuais de redação, com orientação aos colaboradores sobre menções e linguagem apropriadas e, ainda, palavras indevidas.
"O empregado nunca deve usar as redes sociais para mandar recados a superiores hierárquicos ou colegas de trabalho seja de forma subliminar, muito menos diretamente. Tal conduta pode ser prejudicial", afirma Karina.
A advogada dá algumas dicas para esse novo cenário no ambiente corporativo:

EMPRESAS:

Alertar a forma de uso da internet (política interna ou contrato de trabalho);
Vedar o acesso de sites não relacionados às atividades/funções do empregado;
Bloquear o acesso a referidos sites, se o caso;
Informar aos empregados o monitoramento de computadores (email e internet - jurídico e legalmente possível já que a máquina é instrumento de trabalho de propriedade da empresa);
Controlar e monitorar páginas corporativas em redes sociais (fun pages ou instagram) evitando posts que denigram a imagem da empresa e repercussões em massa com auxílio de assessoria de empresa e jurídico;
- PUBLICIDADE -

EMPREGADOS:

Evitar o uso e interação nas redes sociais no ambiente de trabalho e no curso da jornada (curtidas ou posts são prova de que o empregado não estava dedicado às suas atividades profissionais);
Não misturar a vida pessoal com a profissional nas redes sociais (não raro empregados que estão a trabalho postam fotos como se estivessem se divertindo);
Interagir nas redes sociais sempre com bom senso;
Evitar grandes exposições em redes sociais (isso não é aconselhável em um novo emprego como fator de contratação ou manchar sua reputação e imagem perante seus chefes e colegas de trabalho);
Nunca usar as redes sociais para mandar recados a superiores hierárquicos ou colegas de trabalho seja de forma subliminar, muito menos diretamente;
Nunca fazer comentários ruins/pejorativos ou críticas em tom de desabafo contra sua empresa nas redes sociais;
Ter cautela nos likes das redes sociais especialmente àqueles que são feitos contra sua empresa, chefe ou superior;
Não manifestar excitação ou alegria quando alguém critica a sua empresa chefe ou superior.
Fonte: Administradores.com

30% dos deputados estaduais não cursaram faculdade



Um levantamento mostrou que dos 1.059 deputados estaduais eleitos em 2014 (incluindo os 24 deputados distritais), 30% (313) não cursaram faculdade. A pesquisa foi realizada pelo Uol e utilizou dados disponíveis pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Entre os que não possuem diploma superior, 4% (46) têm somente o fundamental e 0,5% (cinco) são alfabetizados, leem e escrevem somente. Outros 24% (253) fizeram só o ensino médio.

O estado que possui deputados com menor grau de instrução é Rondônia. Lá, dos 24 deputados estaduais, apenas sete (29%) têm o terceiro grau. Enquanto outros 11 (46%) parlamentares do Estado têm o ensino médio e seis (25%) têm somente o fundamental.
Já os estados com maior número de deputados que cursaram faculdade são o Piauí e o Espírito Santo. Os dois possuem 30 deputados, dos quais 26 têm diploma de curso superior. 

Em São Paulo, são 69 (73%) deputados com ensino superior, contra quatro (5%) que cursaram somente o fundamental. Outros 21 (22%) parlamentares paulistas possuem o ensino médio.

As assembleias são reflexo do próprio país. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 8% (16,4 milhões) dos 200 milhões de brasileiros cursaram alguma faculdade.

Fonte: Administradores.com

quarta-feira, 15 de julho de 2015

A crise chegou! E agora?

Não é de hoje que o Brasil enfrenta uma grave crise político-econômica. Nada mais natural para uma nação que se redemocratizou há menos de trinta anos e ainda busca construir seus primeiros alicerces republicanos. Desde a época de Dom João, a incompetência e corrupção acompanham nossos governantes. Somando-se a isso uma conjuntura econômica internacional não tão favorável quanto já fora outrora, o resultado dessa equação não poderia ser outro, a não ser recessão, inflação e desemprego. Ou, no popular: “crise”.
A crise é um dos acontecimentos econômico-sociais mais democráticos que existem em uma sociedade. Pobres ou ricos, patrões ou empregados e também aqueles que perderam seus postos de trabalho, fato é: todo mundo reclama da tal crise. No entanto, apesar de todos os males que ela traz a reboque, precisamos tirar os ensinamentos necessários para que todas as tragédias que tem se abatido sobre nós não tenham ocorrido em vão.
Empresas fechando as portas, funcionários perdendo o emprego...Os efeitos são visíveis aos olhos de todos. O que precisamos analisar enquanto empresários e trabalhadores é nossa parcela de culpa em tudo isso. Até que ponto você ter que pedir falência da sua empresa é culpa da crise e até que ponto a culpa é sua? Será que o culpado da sua demissão foi realmente a situação econômica atual ou será que você não se qualificou o suficiente para manter seu cargo?
Evidentemente, é muito mais fácil colocar a culpa na Dilma, na crise, ou no que quer que seja, do que assumirmos nossa culpa no cartório. Ninguém gosta de pensar que é o responsável pelo fracasso de um negócio ou pela própria demissão. É muito mais cômodo colocarmos a culpa em alguém, assim, ela nunca será nossa.
Entretanto, uma das principais lições que esta crise tem nos ensinado é que devemos aproveitar a época das vacas gordas para nos preparar para as vacas magras, pois mais cedo ou mais tarde, elas chegarão.
Quem utilizou os recursos adquiridos com o bom desempenho econômico do Brasil há alguns anos para se preparar para o momento atual, está pronto para enfrentar a crise tanto em termos financeiros quanto de qualificação profissional. Já quem preferiu dormir sobre os louros da vitória pensando que a época de bonança duraria para sempre hoje está pagando - com juros e correção monetária - pelos erros do passado.
O mundo não vai acabar! Da mesma forma que depois da época de vacas gordas vem a de vacas magras, depois das magras, vacas gordas virão. Só espero que da próxima vez, você saiba aproveitar o período de bonança para se preparar para adequadamente para a próxima crise. Pois se existe uma certeza em se tratando de economia é que as crises acontecem periodicamente. Não podemos evitá-las. A única coisa que podemos - e devemos – fazer é nos preparar para elas.
Você está preparado? 
Fonte: Samuel Magalhães - Palestrante

Você conhece o seu pior inimigo?

Não importa onde você esteja ou o que está fazendo, seu pior inimigo está sempre com você - seu ego. "Não é o meu caso", você p...